Delta Air Lines registra receita total ajustada de US$ 1 bi

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Delta Air Lines registra receita total ajustada de US$ 1 bi Foto: Divulgação

A Delta Air Lines (NYSE: DAL) divulgou hoje seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2019 e apresentou suas expectativas para o terceiro trimestre do ano. Os destaques, incluindo GAAP e as métricas ajustadas, seguem abaixo:

O lucro ajustado por ação foi de US$ 2,35, um aumento de 32% em relação ao ano anterior, com aumento de receita de 8,7%, 2.3 pontos de expansão da margem operacional e US$ 1,8 bilhão de fluxo de caixa livre.

A receita total ajustada, que exclui as vendas da refinaria, aumentou cerca de US$ 1 bilhão, atingindo US$ 12,5 bilhões, batendo um novo recorde, com 52% da receita ajustada vindo dos produtos premium e fontes não relacionadas a passagens aéreas.

A receita unitária total ajustada aumentou 3,8%, resultado do crescimento saudável da receita de lazer e corporativa e benefícios de cerca de 1,0 da revisão do acordo com a American Express anunciado no início deste ano.

O custo unitário sem o combustível (CASM-Ex) aumentou 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado, resultado de melhorias nas operações, renovação de frotas e iniciativas para aumentar a eficiência.

A Delta gerou US$ 5,2 bilhões em fluxo de caixa operacional e US$ 2,5 bilhões em fluxo de caixa livre no acumulado do ano, depois de investir US$ 2,7 bilhões nos negócios, principalmente na aquisição e alteração de aeronave.

Foram devolvidos US$ 497 milhões aos acionistas; deste valor, US$ 268 milhões são de recompra de ações e US$ 229 milhões em dividendos.

"Nossos resultados financeiros e operacionais do segundo trimestre de 2019 bateram um novo recorde e mostram que estamos transformando nossa forte marca e nossas vantagens competitivas robustas em aumento de lucros, expansão da margem e retornos sólidos para os nossos proprietários. Nosso pessoal é o melhor do setor e tenho orgulho de reconhecer seu trabalho e dedicação neste trimestre com o valor adicional de US$ 518 milhões de participação nos lucros no ano que vem", disse Ed Bastian, diretor executivo da Delta. "Com o nosso forte desempenho no primeiro semestre e dando continuidade às nossas iniciativas com foco no cliente, estamos aumentando nosso objetivo de ganhos para o ano todo para US$ 6,75 a US$ 7,25 por ação."

Para o terceiro trimestre de 2019, a Delta espera ter aumento sólido da receita e expansão da margem.

A receita operacional ajustada da Delta de US$ 12,5 bilhões no segundo trimestre do ano subiu 8,7%, US$ 1 bilhão acima do mesmo período do ano passado. Esse resultado é um recorde para a companhia aérea, resultado de melhorias nos negócios, incluindo o aumento de 10% na receita de produtos premium e aumentos de dois dígitos percentuais na receita de fidelidade do cliente e de manutenção de terceiros. A receita de carga no segundo trimestre caiu 17%, devido à redução de volumes e rendimentos. Outras receitas tiveram redução de US$ 24 milhões; e o aumento da receita de fidelidade e manutenção de terceiros foi compensado pela redução de US$ 176 milhões nas vendas de refinaria de terceiros.

Receita de passageiros por região:

As receitas domésticas cresceram 8,8% no trimestre, com aumento de 3,6% na receita unitária por passageiro (PRASM) e 5,1% de aumento da capacidade. A receita doméstica de produtos premium subiu 11% e a receita corporativa aumentou 8%, semelhante ao trimestre anterior.

As receitas da região do Atlântico cresceram 6,1% no trimestre, com aumento de capacidade de 4,6% e PRASM 1,5% maior, incluindo uma queda de dois pontos nas taxas de câmbio e a pressão do fim das operações da nossa parceira na Índia. A receita unitária da região do Atlântico melhorou em relação ao trimestre anterior, resultado do bom desempenho de cabine premium e da forte demanda dos pontos de venda nos Estados Unidos.

As receitas da região da América Latina aumentaram 5,2%, com aumento de 7,8% na receita unitária e redução de 2,4% na capacidade. Esta melhoria é resultado do crescimento da receita de dois dígitos nos mercados de praia do Brasil e México.

As receitas da região do Pacífico aumentaram 3,2% no trimestre, com o aumento de 9,7% na capacidade parcialmente compensado pela redução de 5,9% nas receitas unitárias. O desempenho das receitas unitárias foi pressionado pelo aumento de 6% na distância do voo, demanda menor do que a esperada no Japão e queda na moeda de aproximadamente 1,5 ponto.

"Com recorde no volume de passageiros, na satisfação do cliente e aumento de US$ 1 bilhão na receita do segundo trimestre, a demanda por produtos e serviços focados no cliente da Delta nunca foi tão forte. Nosso terceiro trimestre teve um grande começo, com um novo dia de receita recorde registrado em 7 de julho", disse Glen Hauenstein, presidente da Delta. "Esperamos aumento de receita de 6% a 7% no ano, ou aumento de US$ 3 bilhões em relação a 2018, enquanto aproveitamos os benefícios das nossas iniciativas de frotas, produtos e fidelidade do cliente."

O total de despesas operacionais ajustadas do segundo trimestre de 2019 aumentou US$ 559 milhões em relação ao mesmo período do ano passado, com cerca de 20% desse aumento relacionado ao aumento da participação nos lucros. CASM-Ex teve aumento de 1,4% no segundo trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. Esse desempenho foi resultado das operações líderes do setor, economias na transformação da frota da Delta e iniciativas de eficiência One Delta, que compensaram parcialmente os investimentos em pessoal e produtos. Durante o trimestre, a Delta decidiu acelerar aposentar sua frota MD-90 até o final de 2022, o que pressionou o CASM-Ex em aproximadamente US$ 60 milhões devido ao aumento na depreciação.

As despesas de combustível ajustadas diminuíram 2%, ou US$ 35 milhões, em relação ao segundo trimestre de 2018. O preço de combustível por galão ajustado da Delta no segundo trimestre de 2019 foi US$ 2,08, que inclui o benefício de US$ 37 milhões da refinaria.

A despesa não operacional ajustada aumentou US$ 60 milhões em relação ao mesmo período do ano passado, principalmente devido à menor renda de previdência e ganhos menores de parceiros de patrimônio internacionais.

A Delta gerou US$ 3,3 bilhões em fluxo de caixa operacional e US$ 1,8 bilhão em fluxo de caixa livre durante o trimestre após o investimento de US$ 1,4 bilhão nos negócios, principalmente na aquisição e alteração de aeronaves. No acumulado do ano, gerou US$ 5,2 bilhões em fluxo de caixa operacional e US$ 2,5 bilhões em fluxo de caixa livre.

No segundo trimestre de 2019, devolveu US$ 497 milhões aos acionistas; deste valor, US$ 268 milhões são de recompra de ações e US$ 229 milhões em dividendos. A Delta também concluiu o pagamento do empréstimo de curto prazo de US$ 1 bilhão, valor esse que foi usado para acelerar a recompra de ações no trimestre anterior.

O Conselho de Administração declarou hoje os dividendos do trimestre de US$ 0,4025 por ação, que corresponde ao aumento de 15% em relação aos níveis anteriores. Este é o sexto aumento consecutivo nos dividendos da Delta desde que foi estabelecido em 2013. O dividendo do próximo trimestre será pago aos acionistas em 15 de agosto de 2019 com base no fechamento dos negócios até 25 de julho de 2019.

"Com ganhos de eficiência das nossas operações, renovação de frotas e iniciativas One Delta, temos uma sólida perspectiva para atingir nossa meta de aumento de custo de 1% no ano", disse Paul Jacobson, diretor financeiro da Delta. "Nossa forte base financeira e geração de caixa nos permitem investir de maneira sustentável nos negócios, mantendo nosso balanço e grau de investimento e devolvendo consistentemente caixa aos acionistas. Com o nosso fluxo de caixa superando as expectativas originais, queremos devolver US$ 3 bilhões aos nossos proprietários neste ano por meio da recompra de ações e aumento dos dividendos."

No segundo trimestre de 2019, a Delta atingiu vários marcos nos cinco pilares estratégicos principais.

Acumulou mais US$ 518 milhões em participação nos lucros e pagou US$ 26 milhões em Recompensas Compartilhadas, reconhecendo o excelente desempenho dos mais de 80 mil funcionários em todo o mundo.

Completou 148 dias com zero cancelamento em linhas principais e 78 dias sem cancelamentos do sistema no primeiro semestre do ano, que corresponde à melhoria de 30% em relação ao desempenho recorde de 2018.

Apresentou no trimestre recordes no fator de carga doméstica (88,0%) e em todo o sistema (89,0%), aumento de 1,3 pontos e 2,3 pontos, respectivamente, em relação ao ano anterior.

Apresentou recorde no fator de conclusão do primeiro semestre do ano nas linhas principais e em todo o sistema, com fator de conclusão nas linhas principais atingindo 99,86%.

Balanço de investimentos: Concluiu o pagamento, antes do prazo esperado inicialmente, do empréstimo de curto prazo de US$ 1 bilhão, que foi usado para acelerar a recompra de ações no primeiro trimestre de 2019.

Recebeu a confirmação da sua classificação de grau de investimento e foi considerada empresa estável pela Fitch Ratings.

Apresentou dívida ajustada de 1,7x em relação ao índice EBITDAR, de acordo com a meta da empresa de aumentar no longo prazo 1,5x a 2,5x a dívida ajustada em relação ao índice EBITDAR, permitindo que a companhia aérea mantenha suas classificações de grau de investimento por mais um ciclo comercial
Resultados do segundo trimestre de 2019.

Os resultados ajustados excluem principalmente o impacto de ganhos/perdas não realizados referentes aos investimentos.

(Redação - Investimentos e Notícias)