Depois de quatro meses seguidos de queda, indústria volta a crescer em julho

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Depois de quatro meses seguidos de queda, indústria volta a crescer em julho Foto: Divulgação Depois de quatro meses seguidos de queda, indústria volta a crescer em julho

Depois de quatro meses seguidos de queda, a atividade na indústria voltou a crescer em julho. As horas trabalhadas na produção implicaram num aumento de 2,6%, bem como o faturamento do setor cresceu 1,2% em julho frente a junho, levando em conta a série livre de influências sazonais.  Estes dados são da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quinta-feira (4).

A elevação na atividade do setor fez alavancar a utilização da capacidade instalada para 81% em julho. Isto representou 0,6 ponto percentual acima do valor registrado em junho. Entretanto, ainda segundo o estudo, parte do crescimento destes indicadores se deu em função do menor número de dias úteis afetados pela Copa do Mundo em julho, se comparado ao mês de junho.
“Mesmo com o crescimento das horas trabalhadas, do faturamento e do uso da capacidade instalada, a indústria continua desaquecida”, aponta a pesquisa. Tal tendência se confirma nos indicadores de emprego, bem como de massa salarial, os quais obtiveram a quinta queda consecutiva. Tanto o emprego quanto a massa salarial tiveram um recuo de 0,2% em julho ante junho, segundo dados dessazonalizados.
Exceto o rendimento médio anual, todos os outros indicadores registraram queda em julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Se for levado em conta este comparativo, as horas trabalhadas caíram 2,3%, o emprego retraiu 0,6% e a massa salarial recuou 0,2%. No caso da utilização da capacidade instalada, esta ficou 1,4 ponto percentual abaixo do valor obtido em julho de 2013.
Por mais que o rendimento seja 0,4% maior em julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma forte desaceleração nos últimos quatro meses nesta mesma base de comparação, como destacou a pesquisa Indicadores Industriais.

(Redação- Agência IN)