Em 33 dias, brasileiros já pagaram R$ 200 bi em impostos

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Em 33 dias, brasileiros já pagaram R$ 200 bi em impostos Foto: Divulgação Em 33 dias, brasileiros já pagaram R$ 200 bi em impostos

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) vai chegar à marca de R$ 200 bilhões, nesta terça-feira 3/2, às 6h45. Este valor corresponde ao total de impostos, taxas e contribuições que os brasileiros já pagaram somente nos primeiros 33 dias do ano.

No ano passado, a marca foi alcançada mais cedo, em 1 de fevereiro. Ainda assim, o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, faz uma ressalva e explica que o cenário econômico atual é delicado.

"A desaceleração na arrecadação reflete o baixo nível da economia, uma vez que acompanha a evolução da inflação e a atividade econômica. É uma consequência dos índices negativos nas áreas industriais e também no comércio de bens e serviços", avaliou.

Amato sinaliza que 2015 termine com a arrecadação em patamares parecidos com os últimos anos, ou seja, em ritmo crescente. "Com o aumento de tributos já anunciado, é provável que a arrecadação cresça mais rapidamente nos próximos meses. O mais provável é que a arrecadação nominal, sem descontar a inflação, seja maior que a do ano passado", completa.

Localizado na Rua Boa Vista, centro da capital paulista, o Impostômetro aponta o valor total de impostos destinados à União, aos estados e aos municípios. Pelo portal www.impostometro.com.br, é possível levantar os valores que as populações de cada estado e município brasileiro pagaram em tributos e também visualizar o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

Carnaval dos impostos

Nem mesmo na hora da folia de Carnaval escapamos das altas cargas tributárias. Quem viajar, por exemplo, vai ter que desembolsar em uma passagem aérea 22,32% de imposto. A hospedagem em um hotel, um copo de caipirinha ou uma simples fantasia também pesa no bolso dos contribuintes, 29,56%, 76,66% e 33,91% respectivamente.

(Redação- Agência IN)