EMAE registrou prejuízo bruto de R$ 7,0 mi no 1T20

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EMAE registrou prejuízo bruto de R$ 7,0 mi no 1T20 (Foto: Pexels) EMAE registrou prejuízo bruto de R$ 7,0 mi no 1T20

A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) apresentou hoje, 29, os seus resultados do 1º trimestre de 2020 (1T20). A receita operacional líquida da Companhia totalizou R$ 105,9 milhões no primeiro trimestre de 2020, o que representa redução de 0,8% em relação aos R$ 106,7 milhões auferidos no 1T19. 

No primeiro trimestre de 2020 o custo do serviço de energia elétrica apresentou avanço de 10,9% frente os R$ 101,8 milhões do 1T19, ao atingir R$ 112,9 milhões. A evolução no período decorre, principalmente, do aumento de 36,4% na linha de custos e despesas de pessoal (R$ 30,6 milhões no 1T20 vs. R$ 22,4 milhões no 1T19) com a contratação de setenta novos empregados, que passaram a fazer parte da folha de pagamentos a partir de 1 de maio de 2019. Além disso, houve elevação de custos com serviços de terceiros que totalizou R$ 18 milhões no 1T20, montante 28,2% superior aos R$ 14,0 milhões reportados no mesmo período do ano anterior.

Nesse sentido, a EMAE registrou prejuízo bruto de R$ 7,0 milhões no primeiro trimestre de 2020, revertendo o resultado bruto positivo do 1T19, de R$ 4,9 milhões. A margem bruta no mesmo período foi negativa em 6,6%, 11,2 p.p. inferior à margem de 4,6% auferida no mesmo trimestre do ano passado.

Com a redução da receita e aumento de custos no trimestre, a geração operacional de caixa medida pelo Lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização ou Ebitda, na sigla em inglês) atingiu resultado negativo de R$ 5,5 milhões no 1T20, revertendo resultado positivo de R$ 6,8 milhões do 1T19. Dessa forma, a margem sobre a receita líquida foi negativa em 5,5% no 1T20, 11,6 p.p. abaixo da margem positiva de 6,8% registrada no 1T19.

A EMAE atingiu resultado financeiro líquido positivo de R$ 20,2 milhões no primeiro trimestre de 2020, queda de 16,1% frente à receita financeira líquida de R$ 24,0 milhões auferida no 1T19. O desempenho das receitas financeiras e variações monetárias é resultado da redução no IGPM, índice que atualiza o contrato de arrendamento junto a BSE, (1,68% no 1T20 ante o reajuste de 2,16% no 1T19). Adicionalmente, a retração no IPCA, índice utilizado para atualizar o ativo financeiro Sabesp (0,53% no 1T20 ante 1,51% do mesmo período do ano anterior), contribuiu para a redução na rentabilidade das aplicações financeiras, que no 1T20 renderam 0,76% ante 1,38% do 1T19. Por outro lado, a diminuição da TJLP que atualiza o contrato de financiamento junto ao BNDES, ao passar de 7,03% a.a. no 1T19 para 5,09% a.a. no 1T20, compensou em parte a redução do resultado apresentado no primeiro trimestre do ano.

No primeiro trimestre de 2020 a EMAE registrou lucro antes do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido de R$ 13,2 milhões. No mesmo trimestre de 2019, essa linha alcançou R$ 29,5 milhões. 

A elevação de custos somada a redução de receitas e do resultado financeiro no trimestre implicaram em uma redução de 53,0% no lucro líquido de R$ 9,8 milhões do 1T20, frente aos R$ 20,8 milhões apresentados no 1T19. Por sua vez, a margem líquida atingiu 9,2%, redução de 10,3 p.p. na comparação com a margem de 19,5% auferidas no mesmo período do ano passado.

A dívida líquida da Companhia somou R$ 71,5 milhões no 1T20, montante 2,3% inferior do que o registrado ao final do exercício encerrado de 2019, de R$ 73,2 milhões. O valor refere-se, em sua totalidade, ao financiamento obtido com o BNDES em 2012, para construção de uma PCH pela controlada Pirapora Energia S.A. O vencimento do empréstimo se dará em 15 de setembro 2030, com atualização pela TJLP + 1,9% a.a. A taxa efetiva do contrato até 31 de março de 2020 era de 4,46% ao ano.

Em 31 de março de 2020, as disponibilidades representadas por caixa e equivalentes de caixa totalizaram R$ 408,8 milhões ante R$ 412,9 milhões em 31 de dezembro de 2019, o que representa redução de 1,0%. Com isso, a EMAE encerrou o 1T20 com caixa líquido de R$ 337,4 milhões no 1T20, saldo 0,7% inferior a posição de caixa líquido de R$ 339,7 milhões do encerramento do exercício social de 2019.

(Redação- Investimentos e Notícias)