Eternit registra lucro líquido de R$ 12,6 milhões no 2T20

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Eternit registra lucro líquido de R$ 12,6 milhões no 2T20 Foto: Divulgação Eternit registra lucro líquido de R$ 12,6 milhões no 2T20

A Eternit - companhia fundada há 80 anos especializada no fornecimento de matérias-primas, produtos e soluções para o setor de construção civil - registrou lucro líquido de R$ 12,6 milhões no 2º trimestre de 2020, revertendo os prejuízos de R$ 29,5 milhões no mesmo período de 2019, e de R$ 14,9 milhões no 1º trimestre de 2020. 

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no 2T20 registrou um superávit de R$ 27,3 milhões em comparação aos déficits de R$ 21,1 milhões no 2T19 e R$ 4,7 milhões no 1T20, fruto principalmente do bom desempenho operacional do Fibrocimento, principal negócio da companhia. O EBITDA Ajustado, excluídos eventos não recorrentes, totalizou um superávit de R$ 7,5 milhões, revertendo o déficit de R$ 5,6 milhões registrado no 2T19.

O 2T20 foi marcado pelas medidas de isolamento social em todo o país, em decorrência da pandemia da COVID-19 e a demanda do mercado interno foi fortemente afetada no período março/abril. O segmento de telhas de fibrocimento, entretanto, apresentou boa recuperação ao longo do trimestre, fechando o 2T20 com crescimento de 13,7% das vendas sobre o resultado do trimestre anterior.

A Companhia anunciou, em 22 de abril de 2020, a paralisação das operações industriais da Companhia Sulamericana de Cerâmica, devido ao cenário de consecutivos resultados negativos desse negócio e dos impactos da pandemia. A unidade industrial, que produzia louças sanitárias, será alienada, conforme previsto no item 52 do Plano de Recuperação Judicial, sendo os estoques realizados até o esgotamento.

Ainda sobre o Plano de Recuperação Judicial (PRJ), os leilões dos ativos listados para alienação estão previstos para realização no segundo semestre de 2020, contemplando a venda da CSC e de dez imóveis não operacionais, esses avaliados em cerca de R$ 109 milhões a valor mínimo.

"Os dados de mercado mostram que, apesar da pandemia, o setor da construção civil teve um bom desempenho no período, devido, entre outros fatores, à queda dos juros e ao auxilio emergencial do governo federal para parcela importante da população. Além disso, fizemos ajustes em nossas operações, com aumento da produtividade e consequente redução dos custos de produção, contribuindo para um resultado positivo", afirma o presidente do grupo Eternit, Luís Augusto Barbosa.

Captação para investimentos

A Companhia captou R$ 46,6 milhões, cerca de 99,5% do valor máximo aprovado pelo Conselho de Administração, com o aumento de capital mediante emissão de ações para subscrição privada, cujos recursos serão destinados aos projetos de investimento:

• Telha Fotovoltaica - para comprovação de sua tecnologia pioneira, a Companhia está instalando uma unidade piloto de produção localizada em seu site de Atibaia, com capacidade de produção de 10,8 MW/a em geração de energia fotovoltaica. Os recursos destinados à construção da unidade fabril, instalação de projetos piloto de aplicação do produto e gastos com P&D totalizam R$ 5,8 milhões. Os primeiros lotes produzidos serão destinados aos projetos-piloto com clientes estratégicos de diferentes segmentos e regiões do país, visando a verificação de desempenho e durabilidade do produto em aplicações reais.

• Programa de Modernização do Fibrocimento - serão destinados R$ 40,8 milhões à atualização do parque industrial de fibrocimento, que contempla a produção de telhas, moldados, sistemas construtivos e fibras de polipropileno, priorizando ganhos de eficiência, aumento de produtividade, redução de custos e a qualidade do produto.

"Estamos concentrando esforços nos produtos para o mercado de coberturas, que é nosso core business, onde temos competitividade e presença consolidada. A fábrica de telhas fotovoltaicas em Atibaia é a confirmação dessa estratégia, pois se trata de uma inovação tecnológica com maior valor agregado, mas sempre dentro do mercado de cobertura", conclui Barbosa.

A unidade recebeu a instalação de equipamentos nacionais e importados, e adaptou sua infraestrutura para iniciar a fabricação da nova linha de produtos de alta tecnologia. O modelo em concreto desenvolvido no Brasil pela empresa (Tégula Solar) é o único aprovado pelo Inmetro e o desenvolvimento do processo de industrialização está acelerado. O projeto também inclui a homologação do modelo em fibrocimento (Eternit Solar). A comercialização para o mercado em todo o país está prevista para o primeiro semestre de 2021.

(Redação - Investimentos e Notícias)