Grendene registra lucro líquido de R$ 143,6 milhões no primeiro trimestre de 2016

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Em período desafiador para a economia e a política brasileira, Companhia aumenta lucro líquido em 4,2% e sua margem líquida em 4,3 p.p Foto: Divulgação Em período desafiador para a economia e a política brasileira, Companhia aumenta lucro líquido em 4,2% e sua margem líquida em 4,3 p.p

A Grendene – uma das maiores fabricantes mundiais de calçados – anuncia crescimento de 4,2% no lucro líquido, o que corresponde a R$ 143,6 milhões registrados nos três primeiros meses do ano. Já a receita líquida teve queda de 10,5%, R$ 475,8 milhões ante a R$ 531,7 milhões do mesmo período do ano anterior, e o lucro operacional (Ebit) recuou 26,4% - passando de R$ 111,9 milhões para R$ 82,3 milhões. As margens apresentaram variações positivas e negativas: Líquida cresceu 4,3 p.p e Ebit e Ebitda caíram 3,7 p.p e 3,3 p.p, respectivamente. Já a margem Bruta não variou.

O volume no mercado interno apresentou queda de 30,8%, passando de 34,4 milhões de pares para 23,7 milhões, e as exportações caíram 10,1%, de 12,4 milhões de pares para 11,2 milhões. Os resultados foram impactados por diferentes fatores, como as grandes variações da taxa de câmbio decorrentes das incertezas políticas no Brasil, além do desempenho econômico da China e dos países ligados a commodities. Ainda assim, a Grendene manteve a liderança nas exportações pelo 14º ano consecutivo com fatia correspondente a 35% do volume total de calçados produzidos no Brasil.

De acordo com Francisco Schmitt, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Grendene, a diferença na queda de volumes e na receita líquida é explicada pela elevação dos preços de 16,9% no mercado interno e de 24% nas exportações, compondo uma elevação total nos preços de 19% no primeiro trimestre de 2016 versus 2015. O executivo reforça que já havia sinalizado que neste ano o crescimento das margens terá que vir do aumento na produtividade e racionalização de custos. “O aumento de volumes será difícil”, reforça.

“O ambiente econômico segue seu curso de deterioração o que contamina todos os setores e continua sem previsão de melhora no mercado interno, o que não permite antever até quando a situação pode agravar. Por outro lado, nossa solidez e completa independência financeira, nossa posição nos mercados internacionais e nossa capacidade de adaptação são os fatores positivos para enfrentar a dura realidade. Nossa política continuará sendo a de preservar as margens e sempre que possível obter resultados absolutos maiores”, reforça o diretor da Companhia.

(Redação - Agência IN)