IGP-10 registra terceira deflação, mostra FGV

Destaque IGP-10 registra terceira deflação, mostra FGV (Foto: Divulgação) IGP-10 registra terceira deflação, mostra FGV

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou -0,62% em junho, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa apurada em maio foi de -1,10%. Em junho de 2016, a variação foi de 1,42%. A taxa acumulada em 2017, até junho, é de -1,43%. Em 12 meses, o IGP-10 registrou alta de 0,08%.

Dentre os indicadores, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou -1,17%, em junho. Em maio, a variação foi de -1,74%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 0,16%, em junho, ante 0,18%, em maio. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 0,41% para -2,03%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de 0,21%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,15%.

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 0,16%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,38%. A principal responsável por este avanço partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de -0,48% para 0,04%. O índice de Bens Intermediários (ex),obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de -0,04%. No mês anterior, este índice registrou variação de -0,42%.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas registrou variação de -4,34%. Em maio, a taxa foi de -5,46%. Contribuíram para a aceleração do grupo os itens: soja (em grão) (-1,80% para 3,31%), milho (em grão) (-9,62% para -4,62%) e mandioca (aipim) (-10,14% para -6,78%).Em sentido inverso, destacaram-se os itens: minério de ferro (-13,57% para -16,54%), bovinos (-0,92% para -2,19%) e cana-de-açúcar (-2,66% para -3,18%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,21%, em junho, a mesma registrada no mês anterior. A principal contribuição em sentido ascendente partiu do grupo Habitação (0,03% para 0,83%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -1,13% para 4,76%.

Também foram computados acréscimos nas taxas de variação em outras três classes de despesa: Educação, Leitura e Recreação (-0,61% para 0,20%), Vestuário (0,00% para 0,48%) e Despesas Diversas (0,17% para 0,48%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: passagem aérea (-16,73% para 4,65%), roupas femininas (0,34% para 0,52%) e tarifa postal (0,57% para 7,90%), respectivamente.

Já em sentido descendente, a principal influência partiu do grupo Alimentação (0,23% para -0,44%). Nesta classe de despesa, a maior contribuição para a desaceleração veio do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 7,15% para -4,55%.

Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (1,14% para 0,69%), Comunicação (1,12% para 0,01%) e Transportes (0,00% para -0,11%) também apresentaram decréscimos em suas taxas de variação. Para cada uma dessas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: medicamentos em geral (2,85% para 0,49%), pacotes de telefonia fixa e internet (2,37% para -0,49%) e tarifa de ônibus urbano (0,82% para 0,05%), respectivamente.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em junho, taxa de variação de 0,92%, ante -0,02%, no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,09%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,06%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 1,76%. No mês anterior, este índice variou 0,02%.

(Redação – Agência IN)