Índice de Confiança da Construção sobe 2,5 pontos

  •  
Índice de Confiança da Construção sobe 2,5 pontos (Foto: Divulgação) Índice de Confiança da Construção sobe 2,5 pontos

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, subiu 2,5 pontos em janeiro de 2017, atingindo 74,5 pontos,o maior nível desde junho de 2015 (76,2 pontos).

“A melhora das expectativas combinada a uma percepção menos negativa sobre a situação atual contribuiu para que a confiança da construção registrasse em janeiro a maior alta mensal da série. Ainda assim não é possível apontar o fim do ciclo recessivo no setor, pois o aumento da confiança continua amparado muito mais nas expectativas do que na melhora de fato dos negócios. Vale notar que a carteira de contratos das empresas encontra-se em um patamar muito baixo”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A alta do ICST em janeiro foi determinada pela evolução favorável de seus dois componentes. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) aumentou 1,5 ponto, alcançando 65,3 pontos, influenciado pelo indicador que mede a situação atual dos negócios, com alta de 1,5 ponto. O Índice de Expectativas (IE-CST) cresceu 3,4 pontos, para 84,0 pontos. Dentre os quesitos que compõem o IE-CST, as perspectivas para a demanda nos próximos três meses seguintes foi o que mais contribuiu para o crescimento no mês, com aumento de 3,9 pontos na margem.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor subiu 0,7 ponto percentual (p.p.), alcançando 63,8%, resultado insuficiente para compensar o recuo de dezembro (1,1 ponto).

A perspectiva de aumento na demanda nos próximos meses parece ter influenciado favoravelmente nas decisões relativas ao pessoal ocupado no setor. Entre dezembro e janeiro, a proporção de empresas prevendo reduzir o quadro de pessoal passou de 41,4% para 32,7%, enquanto a parcela das que planejam contratar subiu de 10,2% para 14,0%. Ainda longe de representar uma retomada de contratações, portanto, o resultado parece sinalizar ao menos uma desaceleração no ritmo de demissões. “O ano de 2016 foi especialmente ruim para o emprego na construção, que registrou a diminuição de mais de 358 mil postos de trabalho”, observou Ana Castelo.

(Redação – Agência IN)