Índice de expansão do comércio registra leve queda às vésperas do Natal

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Índice de expansão do comércio registra leve queda às vésperas do Natal (Foto: Divulgação) Índice de expansão do comércio registra leve queda às vésperas do Natal

O Índice de Expansão do Comércio (IEC) interrompeu o crescimento gradativo e apresentou leve queda de 0,5% em relação a novembro, ao passar de 99,4 pontos para 98,9 pontos em dezembro. Houve, aparentemente, um ajuste após muitas altas seguidas. O momento do ajuste surpreende, justamente por ocorrer às vésperas do Natal, a data de maior venda do varejo, que normalmente anima os comerciantes. Em 2017, o indicador de Expansão cresceu, em média, 22% em relação a 2016. Na comparação com o resultado de dezembro do ano passado, quando o índice estava em 89,9 pontos, o IEC aumentou 10%.

A pesquisa é realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O Nível de investimento das empresas (um dos componentes da pesquisa e que sinaliza se o empresário está ou não disposto a investir em novas instalações ou equipamentos) aumentou 2% em relação a novembro, ao passar de 78,7 para 80,2 pontos. Na comparação anual, houve forte aumento de 20,1%. Apesar de ainda estar abaixo dos 100 pontos, essa é a maior pontuação desde fevereiro de 2015, quando atingiu 82,6 pontos.

O subíndice Expectativas para contratação de funcionários (outro componente do IEC) teve queda de 2,1% na comparação com novembro e atingiu 117,6 pontos, ante os 120,1 pontos do mês anterior. Na comparação com dezembro do ano passado (113 pontos), a variação foi positiva em 4%. Apesar do crescimento maior da propensão a investir, o emprego foi o primeiro item a se recuperar no varejo, uma boa informação diante da necessidade que o Brasil enfrenta de criar vagas de trabalho.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o varejo continua a ser a porta de entrada do mercado de trabalho para muitas pessoas, e, além da recuperação do emprego, os novos investimentos esperados para 2018 devem recolocar a economia nos trilhos e acelerar as taxas de crescimento tanto do consumo quanto do investimento geral e PIB.

De acordo com a Federação, dezembro adiantou o que deve ser uma tendência para 2018: o emprego já começou a se recuperar e deve manter essa trajetória ao longo do ano que vem, mas agora é a vez do investimento retornar com mais força e fazer parte cada vez mais dos planos dos empresários. Essa realidade deve ser a tônica de 2018, mas pode se inverter ao longo do ano, caso haja surpresas ou mudanças de rumo da política econômica e suas perspectivas, a partir das eleições.

(Redação – Investimentos e Notícias)