Indústria da construção civil segue em ritmo de queda no Ceará

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A indústria da construção civil no Ceará seguiu apresentando ritmo de queda em sua atividade no mês de março. Apesar da breve recuperação nos últimos meses, o índice de evolução do nível de atividade registrou neste mês 42,2 pontos (abaixo da linha dos 50 pontos), portanto determinando o quadro de retração. Já o indicador que procura medir o distanciamento do nível efetivo de atividade em relação ao nível usual apresentou valor igual a 32,0 pontos.

Nesse contexto, o setor que utiliza bastante mão de obra tem efeito negativo sobre o mercado de trabalho com a redução de empregados. Em termos nacionais, o cenário é semelhante. Essas foram algumas das conclusões da pesquisa Sondagem Industrial da Construção, referente ao mês de março, realizada pelo Núcleo de Economia e Estratégia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria – CNI.

Os empresários também foram afetados pela inadimplência dos clientes, taxas de juros elevadas e a elevada carga tributária. Cada um desses problemas foi citado por mais de 40% dos empresários como obstáculos para as indústrias do estado no primeiro trimestre de 2016, situação que dificulta a recuperação do setor. Com perspectivas que esse quadro mudasse, os industriais da construção vinham, desde janeiro, atenuando suas expectativas ruins para os próximos seis meses, mas neste mês de março o pessimismo se intensificou.

O índice que avalia as projeções quanto ao nível de atividade para os próximos seis meses retraiu fortemente, de 49,0 para 42,1 pontos, enquanto que a perspectiva de compra de insumos e matérias primas sofreu redução de 48,5 para 39,5 pontos. Naturalmente, essas menores expectativas guardam estreita relação com o clima de desconfiança criado pela crise econômica pela qual passa o País, com rebatimentos nas unidades federativas, e acentuado pela forte instabilidade política.

(Redação - Agência IN)