IPCA-15 de julho fica em 0,17%

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IPCA-15 de julho fica em 0,17% Foto: Divulgação IPCA-15 de julho fica em 0,17%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15)teve variação de 0,17% em julho e ficou 0,30 ponto percentual abaixo da taxa de 0,47% de junho. Com isto, o acumulado no ano foi para 4,17% e ficou acima do resultado de 3,52% do mesmo de período de 2013. Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 situou-se em 6,51%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (6,41%). Em julho de 2013, a taxa havia sido 0,07%. Os dados foram divulgados nesta teça-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo Transportes (de 0,50% em junho para -0,85% em julho) foi o principal responsável pelo recuo do índice, detendo menos 0,16 ponto percentual de impacto no IPCA-15 do mês. Alimentação e Bebidas (de 0,21% para -0,03% em julho) também impactou para baixo, com -0,01 ponto.

Nos alimentos, muitos produtos ficaram mais baratos de um mês para o outro, especialmente: batata-inglesa (-13,23%), tomate (-11,63%), feijão-fradinho (-8,04%), cenoura (-7,67%), feijão-carioca (-7,44%), cebola (-6,36%), hortaliças (-5,33%), feijão-preto (-5,32%) e farinha de mandioca (-4,60%).

Dos demais grupos, apenas Habitação (de 0,29% em junho para 0,48% em julho) e Despesas Pessoais (de 1,09% para 1,74%) deixaram de mostrar redução.

A alta de 28,63% nas diárias de hotéis, líderes no ranking dos principais impactos, com 0,13 ponto percentual, levou as Despesas Pessoais (1,74%) ao mais elevado resultado de grupo. A região metropolitana de Fortaleza se destacou pelo aumento de 57,95% nos valores das diárias, seguida de Brasília, onde os preços subiram 45,74%. Neste grupo das Despesas Pessoais, excepcionalmente, em razão da indisponibilidade das informações da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de Salvador e de Porto Alegre com referência ao mês de maio, procedeu-se a uma adaptação na metodologia de cálculo do item "empregados domésticos". Consistiu em utilizar os últimos rendimentos disponíveis nas duas regiões, que se referem ao mês de abril, para estimar a tendência da série de rendimentos em julho. Assim, foram estimados, a partir de abril, três meses à frente ao invés de dois, como é a metodologia corrente adotada. As demais regiões seguiram o procedimento regular descrito na nota técnica 02/2007, sendo estimados dois meses à frente com base nos rendimentos de maio efetivamente coletados através da PME. No índice de julho, então, o item "empregados domésticos" resultou em 0,51%.

Em Habitação, grupo que também apresentou aceleração na taxa de crescimento de preços de junho para julho, as principais pressões foram exercidas pela energia elétrica (1,35%), condomínio (0,98%) e aluguel (0,92%). No item "energia elétrica", a alta de 1,35% foi influenciada pelas regiões metropolitanas de São Paulo, cuja variação de 5,51% refletiu o reajuste de 18,00% nas tarifas em vigor a partir do dia 04 de julho; Recife, onde a variação de 4,75% resultou do reajuste de 35,00% no valor da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - COSIP, em vigor desde 13 de junho; Porto Alegre, com variação de 2,78% em função do reajuste de 23,00% nas tarifas de uma das empresas desde 19 de junho.

Ainda no grupo Habitação, registra-se a queda de 2,36% na taxa de água e esgoto mesmo com alta nas regiões metropolitanas de Salvador (5,99%), onde o reajuste de 7,80% está em vigor desde 06 de junho; Fortaleza (1,78%), reajuste de 7,30% a partir do dia 06 de julho; Porto Alegre (1,25%), reajuste de 6,00% vigente a partir de primeiro de julho. A queda de 2,36% na variação média do item foi influenciada pela região metropolitana de São Paulo, onde a taxa de água e esgoto ficou em -13,13%. Este resultado levou em conta, além de ajuste no item com o intuito de adequar o acumulado dos últimos dois meses, a maior intensidade do efeito do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água, aprovado através da deliberação ARSEP nº 469, de 03/02/2014 e ampliado através da deliberação ARSEP nº 480, de 31/03/2014. O objetivo do programa, durante sua vigência, é bonificar com 30% de redução nas contas de água e esgoto, usuários que reduzirem em 20% o consumo mensal.

Quanto à mão de obra para pequenos reparos, deste grupo Habitação, também em razão da indisponibilidade das informações da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de Salvador e de Porto Alegre com referência ao mês de maio, estas duas regiões tiveram sua metodologia de cálculo adaptada da mesma forma que o item "empregados domésticos". As demais regiões seguiram o procedimento regular descrito na nota técnica 01/2007, sendo estimados dois meses à frente com base nos rendimentos de maio efetivamente coletados através da PME. No índice de julho, então, o item "mão de obra para pequenos reparos" resultou em 0,25%.

Dentre os índices regionais, o maior foi o de Recife (0,71%) onde as diárias de hotéis, com alta de 34,71% e peso de 0,95%, exerceram impacto de 0,33 ponto percentual no resultado. O menor foi o de Belém (-0,13%) onde os alimentos consumidos em casa chegaram a ficar 1,13% mais baratos em julho.

(Redação - Agência IN)