IPCA-15 fica em 0,19% no mês de outubro

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IPCA-15 fica em 0,19% no mês de outubro (Foto:Divulgação) IPCA-15 fica em 0,19% no mês de outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,19% em outubro e ficou abaixo da taxa de setembro (0,23%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse foi o menor IPCA-15 para os meses de outubro desde 2009, quando o índice foi 0,18%. Com este resultado, o acumulado no ano está em 6,11%, bem abaixo dos 8,49% registrados em igual período do ano anterior. O acumulado nos últimos 12 meses foi para 8,27%, abaixo dos 8,78% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados se apresentaram em queda, com destaque para Alimentação e Bebidas (-0,25%), que exerceu a mais intensa contribuição negativa para o índice: -0,06 ponto percentual (p.p.).

Os preços no agrupamento dos alimentos para consumo em casa recuaram (-0,57%), chegando a -1,72% na região metropolitana de Curitiba, -1,57% no Distrito Federal e -1,53% na região de Porto Alegre.

Entre os alimentos que mais pesam na despesa das famílias, a principal contribuição para baixo foi a do leite longa vida (-0,11 p.p.), que ficou 8,49% mais barato. Os preços desse produto só não recuaram em Salvador (0,34%), enquanto a queda mais intensa foi em Curitiba (-18,82%). Outros itens alimentícios ficaram bem mais baratos de setembro para outubro, a exemplo da batata-inglesa (-13,03%), das hortaliças (-6,18%) e do feijão-carioca (-6,17%).

Por outro lado, alguns alimentos exerceram pressão de alta, especialmente as carnes, cujos preços subiram 2,45% e deram a contribuição mais elevada ao índice do mês: 0,07 p.p..

Considerando os grupos de produtos e serviços que se apresentaram em alta, os destaques ficaram com o botijão de gás (3,55%), do grupo Habitação (0,60%), e com as passagens aéreas (10,36%), do grupo Transportes (0,67%).

Outro destaque nos Transportes (0,67%) foi o aumento de 3,38% no preço do litro do etanol que, por sua vez, levou o preço da gasolina a subir 0,80%, já que esta contém 27% de etanol em sua composição.

Quanto aos índices regionais, o mais elevado foi registrado em Goiânia (0,38%), onde o preço do litro da gasolina subiu 2,43% e o do etanol subiu 3,86%. O índice mais baixo foi o da região metropolitana de Curitiba (-0,26), puxado pela queda de 1,37% nos alimentos.

(Redação – Agência IN)