IPCA-15 recua em junho, revela IBGE

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IPCA-15 recua em junho (Foto: Divulgação) IPCA-15 recua em junho

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta quarta-feira, 18, que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve variação de 0,47% em junho e ficou 0,11 ponto percentual abaixo da taxa de maio (0,58%). Com isto, o IPCA-E (acumulado do IPCA-15) foi de 1,84%, acima do resultado de 1,36% do mesmo de trimestre de 2013. No primeiro semestre de 2014 a taxa ficou em 3,99%, acima de igual período de 2013 (3,45%). No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 ficou em 6,41%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (6,31%). Em junho de 2013, a taxa havia sido de 0,38%.

Os grupos Alimentação e Bebidas (de 0,88% em maio para 0,21% em junho) e Habitação (de 1,19% para 0,29%) foram os principais responsáveis pelo recuo do IPCA-15 no mês. Vários alimentos consumidos em casa se destacaram com resultados em queda: batata-inglesa (-16,35%), farinha de mandioca (-11,67%), cenoura (-5,05%), hortaliças (-4,69%), frutas (-3,44%), feijão-carioca (-3,37%). Com isso a alimentação consumida em casa apresentou queda de 0,23%. Já a alimentação fora de casa a taxa foi de 1,06%.

A redução de Habitação (de 1,19% em maio para 0,29% em junho) foi influenciada pela região metropolitana de São Paulo, onde o resultado do grupo ficou em -1,07%, em virtude da taxa de água e esgoto, que apresentou queda de 18,36%, reflexo dos efeitos do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água, aprovado através da deliberação ARSEP n° 469, de 03/02/2014 e ampliado através da deliberação ARSEP n° 480, de 31/03/2014. O objetivo do programa, durante sua vigência, é bonificar com 30% de redução nas contas de água e esgoto, usuários que reduzirem em 20% o consumo mensal. Assim, com o resultado de São Paulo, a taxa de água e esgoto nacional foi para -4,02% em junho.

Outros itens relativos à Habitação também apresentaram taxas menores de um mês para o outro como: mão de obra para pequenos reparos (de 0,66% em maio para 0,34% em junho) e energia elétrica (de 3,76% para 1,32%).
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,20% em maio para 0,67% em junho) também contribuiu para a redução do IPCA-15 no mês, em função, principalmente, dos remédios, que passaram de 2,10% para 0,65%, refletindo a parcela complementar do reajuste autorizado sobre os preços em 31 de março, que variou de 2,70% a 6,31%, a depender da classificação do medicamento.

Sob influência da maior demanda decorrente da Copa do Mundo, as passagens aéreas se destacaram com alta de 22,15%, gerando o mais elevado impacto no índice do mês, 0,09 ponto percentual. A variação apropriada em Salvador chegou a 37,39%, seguida de Goiânia, com 33,87% e do Rio de Janeiro 33,53%. O menor resultado foi observado em Belém com 4,13%. Assim, a alta das passagens aéreas aliadas às passagens do ônibus urbano (1,05%) e conserto de automóvel (1,23%) fizeram com que o grupo Transportes fosse de -0,33% em maio para 0,50% em junho. Ainda no grupo Transportes os combustíveis (-0,20% em maio para -0,90% em junho) continuaram com os preços em queda. A gasolina passou de -0,03% para -0,35% e o etanol de –1,13% para -3,50%.

Quanto às Despesas Pessoais (0,51% em maio para 1,09% em junho) a pressão foi exercida pelos seguintes itens: jogos de azar (7,80%), reflexo do reajuste médio de 26% de 11 de maio, excursão (5,30%) e hotel (4,12%). Já as despesas com os artigos de residência (de 0,29% para 1,00%) foram influenciadas pelo item eletrodomésticos (2,43%).

Dentre os índices regionais, o maior foi o de Fortaleza (0,80%) em função da alta de 4,99% nas tarifas de energia elétrica, que refletiu o reajuste de 16,55% com vigência a partir de 22 de abril. O menor índice foi o de São Paulo (0,21%) em virtude da redução de 18,36% na taxa de água e esgoto, efeito do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água, aprovado através da deliberação ARSEP n° 469, de 03/02/2014 e ampliado através da deliberação ARSEP n° 480, de 31/03/2014. O objetivo do programa, durante sua vigência, é bonificar com 30% de redução nas contas de água e esgoto, usuários que reduzirem em 20% o consumo mensal.

(Redação – Agência IN)