IPCA-15 registra o segundo maior resultado do ano

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IPCA-15 registra o segundo maior resultado do ano (Foto: Divulgação) IPCA-15 registra o segundo maior resultado do ano

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,35% em agosto, o segundo maior resultado do ano, ficando atrás apenas do mês de fevereiro (0,54%), e bem acima da taxa de -0,18% de julho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse modo, o resultado no ano foi para 1,79%, menor variação acumulada até agosto desde a implantação do Plano Real. Em igual período do ano anterior, o resultado havia sido de 5,66%. Considerando os últimos doze meses, o índice desceu para 2,68%, resultado inferior aos 2,78% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, constituindo a menor variação acumulada em períodos de 12 meses desde março de 1999 (2,64%). Em agosto de 2016, a taxa foi 0,45%. 

Os grupos Transportes (1,35%) e Habitação (1,01%) apresentaram os maiores impactos no índice do mês: 0,24 ponto percentual (p.p.) e 0,15 p.p., respectivamente. Os combustíveis (5,96%), que fazem parte do grupo Transportes, representaram a maior contribuição individual no mês (0,28 p.p.). Isso devido ao preço da gasolina, que ficou, em média, 6,43% mais caro de um mês para o outro e do etanol, que subiu 5,36%. Além disso, foi apropriada parcela ainda não incorporada relativa ao reajuste de 16,61% nas passagens dos ônibus intermunicipais da região metropolitana de Belém (6,63%), em vigor desde 7 de abril. Pelo lado das quedas, as passagens aéreas apresentaram recuo de 15,00%.

No grupo Habitação, o destaque ficou com a energia elétrica (4,27%), em razão da entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha – a partir de 1º de agosto – considerando a cobrança adicional de R$ 0,03 a cada quilowatt-hora (kwh) consumido. Acrescente-se, ainda, o reajuste de 5,15%, vigente desde 4 de julho, em uma das concessionárias de São Paulo (6,92%), e de 6,87% em Belém (6,42%), em vigor desde 7 de agosto.

No lado das quedas, o grupo Alimentação e bebidas, que tem participação de 25% na despesa das famílias, apresentou variação de -0,65%, exercendo o mais intenso impacto negativo, de -0,16 p.p. Este é o terceiro mês consecutivo que o grupo apresenta variação negativa na média geral de preços. Com exceção de Brasília (0,02%) e de Salvador (0,54%), as demais regiões pesquisadas apresentaram queda, indo desde -1,18% na região metropolitana de Porto Alegre até -0,04% na de Recife.

Os alimentos comprados para consumo em casa ficaram 1,17% mais baratos. O preço da maioria dos produtos ficou mais baixo de julho para agosto, com destaque para o feijão-carioca (-13,89%), a batata-inglesa (-13,06%), o leite longa vida (-3,86%), as frutas (-2,43%) e as carnes (-1,37%). A cebola e o tomate sobressaíram no lado das altas com 14,28% e 14,03%, respectivamente. Já na alimentação fora de casa, a variação média foi de 0,32%, com as regiões apresentando resultados entre a queda de 0,99% registrada na região metropolitana de Belém até a alta de 1,63% da região metropolitana de Salvador.

Entre os demais grupos de produtos e serviços pesquisados, as variações ficaram entre -0,32% do grupo Comunicação e 0,73% do grupo Saúde e cuidados pessoais.

Nos índices regionais, somente as regiões metropolitanas de Fortaleza (-0,02%) e do Rio de Janeiro (-0,16%) apresentaram resultado negativo. No Rio de Janeiro, a queda foi impulsionada pelas carnes (-5,85%) e pelas passagens aéreas, mais baratas, em média, 18,95%. No lado das altas o destaque ficou com a região metropolitana de Salvador (0,59%) onde sobressaiu a alta nos combustíveis (13,28%), com os preços da gasolina subindo, em média, 15,67% e os do etanol, 8,24%.

(Redação – Agência IN)