Lucro da Energisa cresce 111,8% no semestre

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Lucro da Energisa cresce 111,8% no semestre (Foto: Divulgação) Lucro da Energisa cresce 111,8% no semestre

Os resultados do Grupo Energisa tiveram expressivo incremento no último trimestre e no acumulado do ano, com destaque para o lucro líquido que, no 2T17, somou R$ 75 milhões, ante prejuízo de R$ 27,2 milhões em igual período do ano passado. No semestre (6M17), o lucro líquido cresceu 111,8%, saltando para R$ 205,9 milhões. O EBTIDA Ajustado totalizou, no 2T17, R$ 471,2 milhões, expansão de 14,1% sobre o montante registrado no 2T16 (R$ 412,8 milhões). No acumulado do ano, o crescimento foi de 22,6% em relação a igual período de 2016, alcançando R$ 1,04 bilhão.

As despesas com PMSO totalizaram R$ 477,8 milhões no 2T17, mantendo-se abaixo da inflação do período. Mesmo com uma gestão rígida no controle de custos, a empresa continua evoluindo na qualidade dos serviços e do fornecimento de energia, fruto de um robusto programa de investimento com foco em distribuição.

Como reflexo do aumento da demanda nos meses de maio e junho de 2017, o consumo de energia no mercado cativo e livre do Grupo Energisa apresentou crescimento de 2,3%, alcançando 7.312,8 GWh no segundo trimestre do ano, influenciado, principalmente, pelo consumo residencial em função da elevação das temperaturas, em especial, no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Considerando o fornecimento não faturado, o consumo no 2T17 encerrou em 7.199,2 GWh, um incremento de 2,6% em relação a igual trimestre de 2016.

De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo no Brasil no 2T17 foi 1,0% inferior ao segundo trimestre de 2016. No trimestre, houve avanço apenas nas regiões Norte (1,4%) e Centro-Oeste (0,8%). Por conta da diversidade geográfica, o mercado das empresas do Grupo Energisa está com crescimento de 3,3 pontos percentuais superiores à média nacional.

No semestre, o consumo de energia elétrica no mercado cativo e livre (14.685,2 GWh) do Grupo aumentou 2,3% em relação a igual período do ano anterior. Considerando o fornecimento não faturado, o volume passa para 14.591,4 GWh, expansão de 2,8%. Em decorrência, em parte, das migrações de consumidores do mercado cativo, o mercado livre (TUSD) apresentou crescimento de 31,6% no consumo. Já o consumo no mercado cativo (12.384,5 GWh) teve queda de 1,8% no primeiro semestre de 2017, impactado pelas referidas migrações.

A Energisa e suas controladas investiram no 2T17 o montante de R$ 645,7 milhões, aumento de 50,5% em relação aos R$ 429 milhões investidos em igual período do ano passado. Os investimentos em ativos elétricos somaram R$ 348,3 milhões, 53,9% do total. A maior parte desses investimentos ocorreu na Energisa Mato Grosso (R$ 117,3 milhões) e na Energisa Mato Grosso do Sul (R$ 149,2 milhões), empresas que se preparam para o processo de Revisão Tarifária em 2018. No acumulado dos seis meses do ano, os investimentos totalizaram cerca de R$ 1,1 bilhão, acréscimo de 47,4% em relação ao valor investido em 6M16.

As perdas totais consolidadas do Grupo Energisa nos últimos 12 meses (encerrados em junho de 2017) somaram 4.052,5 GWh, representando 11,98% da energia injetada, queda de 0,17 ponto percentual em relação ao resultado de março de 2017 e redução de 0,37 ponto percentual em relação a junho de 2016. No consolidado do Grupo Energisa, o percentual das perdas totais sobre a energia injetada fechou o trimestre dentro do limite regulatório e voltou ao patamar do 4T15. Em relação às perdas não técnicas, houve redução de 57,3 GWh em relação a março de 2017 e de 216,7 GWh em relação a junho do ano anterior.

O destaque no período foi o desempenho da Energisa Tocantins, que apresentou perdas totais de energia abaixo do limite regulatório. Este resultado é reflexo do aprimoramento das ações de combate ao furto na concessão.

Por fim, ao final do 2T17, a dívida líquida totalizou R$ 6.323,2 milhões, contra R$ 6.061,2 milhões em março de 2017 e R$ 6.021,5 milhões em dezembro de 2016. A relação dívida líquida por EBITDA Ajustado (12 meses encerrados em junho de 2017) ficou em 2,8 vezes, mesmo patamar de março de 2017, mas bem abaixo do registrado ao fim do 2T16.

(Redação – Agência IN)