Lucro líquido do Itaú Unibanco recua no 1T20

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Lucro líquido do Itaú Unibanco recua no 1T20 (Foto: Pexels) Lucro líquido do Itaú Unibanco recua no 1T20

O Itaú Unibanco anunciou que obteve um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre de 2020, com redução de 46,4% em relação ao trimestre anterior, e retorno sobre o patrimônio líquido de 12,8%.

O custo de crédito no primeiro trimestre de 2020 atingiu R$ 10,1 bilhões, um aumento de 73,6% quando comparado ao quarto trimestre de 2019. 

O produto bancário reduziu 8,3% no trimestre. A margem financeira com clientes recuou em função da menor receita com cheque especial por alteração regulatória vigente desde o início do ano e da redução da taxa básica de juros. A redução da margem com mercado está associada com o aumento da volatilidade na segunda quinzena de março. A redução nas receitas de serviços ocorreu em função da sazonalidade na receita de cartões, da menor atividade no mercado de capitais com impacto na receita de investment bankinge das menores receitas com taxa de performance de fundos. 

Por outro lado, menores despesas de pessoal e com serviços de terceiros geraram redução de 7,3% nas despesas não decorrentes de juros em relação ao quarto trimestre. 

Já a alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social foi de 19,4% no trimestre. Houve redução porque o menor resultado antes de impostos tornou mais relevante economicamente o benefício fiscal dos juros sobre o capital próprio, com impacto de 13 pontos percentuais na alíquota teórica. 

Diante da disseminação global da COVID-19, o mundo atravessa uma grave crise, cujas consequências sociais e econômicas já afetam a vida das pessoas e empresas. O Banco continua investindo no desenvolvimento das pessoas e em tecnologia, tanto na operação do banco quanto no atendimento aos clientes, que permitiu manter a disponibilidade dos canais digitais no maior patamar histórico, mesmo com o aumento na demanda desde que tiveram início as medidas de isolamento para conter a propagação da doença no País. Na última semana de março, por exemplo, 98% das transferências e 86% dos pagamentos foram feitos em canais digitais. Ao mesmo tempo, a companhia colocou 95% dos colaboradores da administração central, centrais de atendimento e agências digitais em home-office. “A adaptação para o modelo foi rápida e pudemos continuar desenvolvendo rapidamente soluções e funcionalidades que permitem auto atendimento, evitando assim o deslocamento dos clientes. Esse contexto desafiador, a partir da segunda quinzena de março, alterou de maneira relevante o cenário macroeconômico e as perspectivas financeiras das pessoas e empresas, impactando assim o nosso custo do crédito”.

Por fim, em função da baixa visibilidade sobre a extensão e profundidade dos efeitos da crise atual trazida pela pandemia de COVID-19 na atividade econômica e social, as projeções para o ano de 2020 divulgadas estão suspensas.

(Redação – Investimentos e Notícias)