Mercado Livre de Energia tem queda de preços em decorrência da crise

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Inter Energia, consultoria de energia, realizou um estudo em onze estados brasileiros e concluiu que a redução de custos pode chegar até R$ 276 mil/ano em empresas que se enquadram no Mercado Livre: consomem mais de R$ 100 mil em média Foto: Divulgação Inter Energia, consultoria de energia, realizou um estudo em onze estados brasileiros e concluiu que a redução de custos pode chegar até R$ 276 mil/ano em empresas que se enquadram no Mercado Livre: consomem mais de R$ 100 mil em média

Esta semana, em reunião da EPE (Empresa de Pesquisas Energética), ONS (Operador Nacional do Sistema) e CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), foram apresentadas as novas projeções de demanda por energia elétrica que devem ser esperadas nos próximos anos. Nas novas projeções, baseadas em uma menor expectativa de crescimento da economia, todas as previsões de consumo de energia foram revisadas para baixo. Este fato já altera os preços de energia no Mercado Livre que em poucas horas sofreu quedas na casa dos 20%.

“Como todo mercado de transações livres, o Mercado Livre de Energia sofre oscilações de preços para cima e para baixo, pois é um mercado muito mais sensível à Lei da oferta e demanda”, explica Igor Rodrigues, diretor da empresa de consultoria Inter Energia. De acordo com ele, a revisão das projeções de consumo apresentadas pela ONS no Workshop mostra uma queda de mais de 2.000 MW na demanda para os próximos anos contra o que foi projetado na revisão anterior. “Para se ter uma ideia, esse valor equivale ao consumo de 4.000 indústrias de médio porte”.

Mas ele também faz uma ressalva quanto à redução do preço. “A queda nos valores de energia pode não durar muito se o regime de chuvas aguardados para o verão vier abaixo do esperado, influenciando o volume de oferta de energia hidráulica”, comenta Rodrigues. No caso dos índices de reservatórios hidrelétricos serem menores do que o projetado, será necessário acionar fontes mais caras de energia, como térmicas por exemplo.

Rodrigues também afirma que o momento é ideal para as empresas comprarem dessa outra forma de contratação. “Porque essa janela de oportunidades pode não durar muito tempo e recomendamos iniciar a partir de agora as análises de compra de energia para reduzir custos”, alerta.

Para as empresas que se enquadram no Mercado Livre e querem rever os custos de energia elétrica na sua produção, com a compra de energia mais barata, é possível reduzir em mais de 20% os custos contra o valor pago à distribuidora no Mercado Cativo.

“Outro fator importante é realizar a compra de energia a longo prazo, para que o consumidor não fique exposto a custos variáveis e que se beneficie ao máximo dos baixos preços praticados neste período”, finaliza Rodrigues.

(Redação - Agência IN)