Para Cemec, debêntures 476 devem continuar ganhando espaço

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Para Cemec, debêntures 476 devem continuar ganhando espaço Foto: Divulgação Para Cemec, debêntures 476 devem continuar ganhando espaço

Grande parte das empresas brasileiras, em especial pequenas, médias e aquelas que não têm capital aberto, ainda não acessa o mercado de dívida para se financiar. No entanto, para Carlos Rocca, professor do Centro de Estudos de Mercados de Capitais (Cemec), esse cenário tende a mudar ao longo dos próximos anos.

“Essas empresas ainda não tomaram conhecimento de que ir ao mercado significa ter custos menores do que aqueles que conseguem levantando recursos com empréstimos junto ao sistema bancário. As companhias ainda não descobriram o mercado de capitais”, diz Rocca.

O pesquisador observa, porém, que a oportunidade de reduzir o custo de dívida, melhorando a estrutura de capital, já vem despertando a atenção de algumas dessas companhias. Elas emitem cada vez mais debêntures seguindo a Instrução 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Criada em 2009, essa modalidade permite a emissão de debêntures com esforços restritos de distribuição. Os papéis são limitados a um grupo de até 20 investidores qualificados e não existe a necessidade de registro prévio na autarquia, inclusive por parte de S/As fechadas.

Segundo dados da Cetip, o estoque de debêntures 476 somou R$ 200,8 bilhões em outubro. O valor já é mais de quatro vezes superior ao estoque de debêntures emitidas através da Instrução 400, que somou R$ 46,5 bilhões em outubro deste ano.

(Redação - Agência IN)