PIB do setor de construção civil caiu 2,7% no 1T15

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PIB do setor de construção civil caiu 2,7% no 1T15 Foto: Divulgação PIB do setor de construção civil caiu 2,7% no 1T15

O PIB (Produto Interno Bruto) da cadeia da construção civil registrou queda real de 2,7% no primeiro trimestre deste ano se comparado ao mesmo período de 2014, segundo levantamento feito pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O estudo mostra estimativas do investimento em obras, do PIB e do emprego na cadeia produtiva no primeiro trimestre de 2015.

“O cenário é preocupante e nós defendemos a responsabilidade com os investimentos para o setor, ou seja, o que o governo prometer é preciso cumprir. Não é possível mais esse nível de insegurança e de imprevisibilidade com que convivemos”, afirma Carlos Eduardo Auricchio, diretor-titular do Deconcic. “Não sei se precisamos de uma nova lei ou aperfeiçoar as que existem, mas é necessária mais seriedade com as linhas de despesas para o setor. Estamos vivendo uma crise econômica somada a uma crise política que gera incertezas em todo o país.”

Ocupando 13,5% de toda a força de trabalho do país, a cadeia da construção movimentou, nos três primeiros meses deste ano, R$ 253,3 bilhões, segundo o levantamento. A indústria de materiais e as construtoras, que juntas detinham 51,4% do PIB setorial, foram as que mais contribuíram para a retração, com queda de 8,1% e 4,5%, respectivamente. O estudo mostra também que o primeiro trimestre de 2015 registrou perda de 431 mil postos de trabalho. Construção informal e construtoras foram os principais segmentos que colaboraram com a queda.

“O que puxou a queda do PIB setorial da cadeia e o desemprego foi e é a falta de investimentos em obras, os juros superelevados, a inflação alta e o atraso nos pagamentos do governo às construtoras. Tivemos baixa também na participação no PIB geral do Brasil, de 10,5% no primeiro trimestre de 2014 para 10,1% no primeiro trimestre de 2015. Acreditamos que o segundo semestre deva piorar e atingir também os setores de comércio e serviços”, disse Auricchio.

O diretor reforça que pretende ampliar a discussão junto ao governo. “O objetivo é que haja mais responsabilidade com o andamento das obras, cumprindo aquilo que foi anunciado. Isso traz segurança e gera investimentos tanto interno quanto externo, fomentando inclusive a participação da iniciativa privada.”

(Redação - Agência IN)