PMI de Serviços do Brasil sobe para 51,9 em dezembro de 2018

  •  
PMI de Serviços do Brasil sobe para 51,9 em dezembro de 2018 Foto: Divulgação PMI de Serviços do Brasil sobe para 51,9 em dezembro de 2018

O setor brasileiro de serviços engrenou uma marcha mais rápida em dezembro com uma recuperação acentuada e acelerada de novos trabalhos impulsionando a atividade de negócios. O fortalecimento da demanda interna sustentou a expansão, ao mesmo tempo em que os mercados internacionais fraquejaram. As empresas puderam sustentar o aumento, mantendo seus preços de venda basicamente inalterados devido ao crescimento mais fraco nas cargas de custos em um ano. Ao mesmo tempo, foi mantido um grau robusto de otimismo.

Apesar disso, os dados mais recentes continuaram a indicar uma capacidade ociosa entre as empresas, com uma queda mais rápida nos pedidos em atraso coincidindo com declínios contínuos nos números de funcionários.

Ao aumentar de 51,3 em novembro para 51,9 em dezembro, o Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços, IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, atingiu um recorde de alta de dez meses. O valor mais recente foi indicativo de uma taxa mais forte de produção e contribuiu para atingir a média trimestral mais elevada desde o quarto trimestre de 2013.

Em meio a relatos de uma demanda básica melhor, de novos ganhos de clientes e de oferta de serviços adicionais, o crescimento das vendas aumentou e atingiu o seu ponto mais rápido desde março passado.

O aumento de novos pedidos foi generalizado em todas as cinco principais áreas da economia de serviços, como também foi o caso para a atividade de negócios. A categoria de Informação e Comunicação liderou a recuperação em ambos os aspectos.

Os dados de dezembro indicaram uma queda renovada na quantidade de novos trabalhos provenientes do estrangeiro, após um crescimento ter sido registrado em novembro pela primeira vez em quarenta e quatro meses. Contudo, o ritmo de contração foi marginal, apenas.

Os provedores de serviços reduziram ainda mais os seus pedidos em atraso. A redução nas cargas de trabalhos pendentes se acelerou em comparação com o meio do trimestre, e foi acentuada.

O nível de empregos do setor de serviços diminuiu pelo segundo mês consecutivo no final do ano. Embora tenha sido moderado, o ritmo de corte de empregos se acelerou em relação ao de novembro. As empresas continuaram a indicar as tentativas de redução de custos como a principal razão para os níveis mais baixos de pessoal.

Os custos médios de insumos cresceram novamente em dezembro. No entanto, a taxa de inflação diminuiu, no geral, e atingiu o seu ponto mais fraco em 2018. Foram observados aumentos mais lentos em quatro das cinco categorias monitoradas, com a única exceção sendo a de Finanças e Seguros.

Por sua vez, os preços de venda na economia de serviços como um todo cresceram apenas marginalmente, e da maneira mais fraca no atual período de sete meses de inflação de preços cobrados. As evidências sugeriram que os aumentos mais brandos nas despesas e nas iniciativas para estimular as vendas impediram que a maioria das empresas aumentassem suas taxas.

Foi registrado um grau de otimismo forte no final do ano. As empresas sugeriram que a mudança de governo, aliada a projetos em fase de preparação, melhoras na confiança do consumidor e intenções de investimento devem estimular a atividade de negócios em 2019. O nível de sentimento positivo registrado foi o terceiro mais alto desde setembro de 2017.

(Redação - Investimentos e Notícias)