PMI industrial do Brasil marca 52,4 pontos em dezembro

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Destaque PMI industrial do Brasil marca 52,4 pontos em dezembro (Foto: Divulgação) PMI industrial do Brasil marca 52,4 pontos em dezembro

A economia industrial do Brasil melhorou ainda mais em dezembro, com a continuidade da recuperação na quantidade de novos trabalhos sustentando o crescimento dos volumes de produção e de compras de insumos. As taxas de expansão atenuaram-se em relação aos recordes observados em novembro, mas foram, mesmo assim, robustas no contexto dos dados históricos da pesquisa. Além disso, as empresas contrataram pessoal adicional da maneira mais significativa em quase cinco anos, revelando-se mais otimistas em relação às perspectivas de negócios. Ao mesmo tempo, a taxa de inflação de custo de insumos se abrandou, o mesmo acontecendo com a de preços de venda.

Apesar de ter caído em relação ao recorde de alta de oitenta e um meses observado em novembro de 53,5 para 52,4 em dezembro, o Índice Gerente de Compras™ (PMI® ) IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, indicou que a saúde do setor melhorou fortemente no final de 2017. No final do último trimestre como um todo, o PMI atingiu uma média de 52,3, a sua marca mais alta desde o primeiro trimestre de 2013.

Os volumes tanto de novos negócios quanto de produção se expandiram pelo décimo mês consecutivo. Embora as taxas de crescimento tenham-se atenuado em relação aos recordes observados em novembro, elas permaneceram acentuadas para os padrões históricos. Os entrevistados da pesquisa comentaram que as recuperações foram apoiadas por aumentos constantes nas demandas interna e externa assim como pela diversificação de produtos. O volume de novos negócios provenientes do estrangeiro cresceu realmente, mas em menor proporção do que o total de novos pedidos.

A melhoria da demanda, combinada com quebras de maquinário e escassez de recursos, levaram a outro declínio nos estoques de produtos acabados. A queda foi a mais acentuada desde fevereiro.

Os estoques de matérias-primas e de produtos semiacabados também diminuíram da maneira mais significativa em dez meses, apesar de outra expansão nas quantidades de compras.

O volume mais elevado de vendas e as projeções de crescimento dos negócios incentivaram alguns fabricantes a intensificar as contratações. O ritmo de criação de empregos foi modesto, mas o mais forte em quase cinco anos. Ao mesmo tempo, o grau de otimismo em relação às perspectivas para daqui a doze meses no que diz respeito à produção aumentou, igualando a sua marca mais alta até hoje. As expectativas de condições econômicas melhores, maiores investimentos, menores custos de empréstimos e oportunidades para exportação foram os principais fatores que impulsionaram o sentimento positivo em dezembro.

Segundo relatos, as empresas pagaram mais por insumos, em média, com as mercadorias básicas, os combustíveis e a energia aumentando de preço no final de 2017. Apesar de ter diminuído em relação ao recorde de dezessete meses de alta observado em novembro, a taxa de inflação de custos permaneceu acentuada. Consequentemente, os preços dos produtos foram aumentados, embora também em menor proporção do que em novembro.

Os produtores de mercadorias indicaram um declínio adicional nos negócios pendentes, já que a existência de capacidade ociosa persistiu apesar dos aumentos contínuos nas vendas. Por fim, os prazos de entrega dos fornecedores aumentaram ajudados por um crescimento da atividade de compras, por gargalos e por uma escassez de matérias-primas disponíveis em alguns distribuidores.

(Redação – Investimentos e Notícias)