Produção industrial recua 2,5% em fevereiro, revela IBGE

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Produção industrial recua 2,5% em fevereiro, revela IBGE Foto: Divulgação Produção industrial recua 2,5% em fevereiro, revela IBGE

Em fevereiro de 2016, a produção industrial nacional recuou 2,5% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após avançar 0,4% em janeiro, conforme divulgado nesta sexta-feira, 1, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou queda de 9,8% em fevereiro de 2016, 24ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas menos elevada do que a observada em janeiro (-13,6%). Assim, o setor industrial acumulou redução de 11,8% nos dois primeiros meses de 2016.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com a queda de 9,0% em fevereiro de 2016, repetiu a magnitude do recuo verificado no mês anterior, prosseguindo não só com a perda mais intensa desde novembro de 2009 (-9,4%), mas também com a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2,1%).

13 dos 24 ramos pesquisados recuam em fevereiro

O recuo de 2,5% da atividade industrial na passagem de janeiro para fevereiro de 2016 teve predomínio de resultados negativos, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 13 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, a principal influência negativa foi registrada por veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 9,7%, eliminando o avanço de 7,2% acumulado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.

Vale destacar também as reduções assinaladas por máquinas e equipamentos (-6,7%), produtos alimentícios (-1,7%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,2%). Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram das atividades de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,5%), metalurgia (-1,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2,6%), produtos de borracha e de material plástico (-1,6%) e outros equipamentos de transporte (-3,3%).

Por outro lado, entre os dez ramos que aumentaram a produção nesse mês, o desempenho de maior importância para a média global foi assinalado por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que avançou 1,4%, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período expansão de 8,1%. Outros impactos positivos importantes foram observados nos setores de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (1,3%), indústrias extrativas (0,6%), produtos têxteis (3,4%) e bebidas (1,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao recuar 5,3%, mostrou a redução mais acentuada em fevereiro de 2016, intensificando a perda de 3,3% registrada no mês anterior, influenciada principalmente pela menor produção de automóveis e de eletrodomésticos, ainda afetados pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas.

Os setores produtores de bens intermediários (-2,0%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,6%) também apontaram resultados negativos nesse mês. Por outro lado, o segmento de bens de capital (0,3%) mostrou o único resultado positivo em fevereiro de 2016, após também avançar no mês anterior (2,1%).

Média móvel trimestral recua 1,0%

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou recuo de 1,0% no trimestre encerrado em fevereiro de 2016 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (-2,3%) mostrou a queda mais acentuada nesse mês e permaneceu com a sequência de taxas negativas iniciada em outubro de 2014.

Os setores produtores de bens de consumo duráveis (-0,3%) e de bens intermediários (-0,2%) também assinalaram resultados negativos em fevereiro de 2016. Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (0,0%) repetiu o patamar registrado no mês anterior.

Produção industrial cai 9,8% em relação a fevereiro de 2015

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 9,8% em fevereiro de 2016, com perfil disseminado de resultados negativos, alcançando as quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 59 dos 79 grupos e 67,8% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que fevereiro de 2016 (19 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (18).

Entre os setores, o principal impacto negativo foi observado em veículos automotores, reboques e carrocerias (-29,1%). Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de indústrias extrativas (-12,1%), máquinas e equipamentos (-27,9%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-33,1%), metalurgia (-12,1%), produtos de borracha e de material plástico (-15,6%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-21,1%), produtos de metal (-12,7%), outros equipamentos de transporte (-24,0%), produtos de minerais não-metálicos (-9,6%), produtos têxteis (-11,8%) e bebidas (-5,1%).

Por outro lado, ainda na comparação com fevereiro de 2015, as atividades de celulose, papel e produtos de papel (6,0%), produtos do fumo (82,8%) e produtos alimentícios (1,1%) exerceram as principais influências positivas nesse mês.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (-29,3%) e bens de capital (-25,8%) assinalaram, em fevereiro de 2016, as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens intermediários (-8,5%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-2,0%) também mostraram resultados negativos nesse mês, mas ambos com recuos abaixo da média nacional (-9,8%).

O segmento de bens de consumo duráveis recuou 29,3% no índice mensal de fevereiro de 2016, 24º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e ligeiramente mais intenso do que o verificado no mês anterior (-28,7%).

Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-31,9%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (-35,9%) e da “linha branca” (-22,5%). Outros impactos negativos importantes vieram de motocicletas (-36,9%), do grupamento de outros eletrodomésticos (-27,8%) e de móveis (-7,2%).

O setor produtor de bens de capital, ao recuar 25,8% em fevereiro de 2016, assinalou a 24ª taxa negativa consecutiva no índice mensal, mas mostrou queda menos intensa do que a observada no mês anterior (-35,7%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado pelos recuos observados em todos os seus grupamentos, com claro destaque para a redução de 24,5% de bens de capital para equipamentos de transporte.

As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital para fins industriais (-19,5%), de uso misto (-28,3%), para construção (-56,6%), agrícola (-33,3%) e para energia elétrica (-18,5%).

A produção de bens intermediários, com queda de 8,5% em fevereiro de 2016, assinalou a 23ª taxa negativa consecutiva, mas menos intensa do que a observada no mês anterior (-11,7%). O resultado desse mês foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos associados às atividades de indústrias extrativas (-12,1%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-25,8%), de metalurgia (-12,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-15,6%), de máquinas e equipamentos (-24,1%), de produtos de metal (-12,8%), de produtos de minerais não-metálicos (-9,5%), de produtos têxteis (-11,1%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,6%) e de outros produtos químicos (-0,5%), enquanto as pressões positivas foram registradas por celulose, papel e produtos de papel (8,3%) e produtos alimentícios (0,7%).

Ainda nessa categoria econômica, vale citar também as reduções observadas nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-14,8%) e de embalagens (-5,2%).

A redução na produção de bens de consumo semi e não-duráveis (-2,0%) em fevereiro de 2016 foi a 16ª taxa negativa consecutiva na comparação com igual mês do ano anterior, mas apontou queda menos intensa do que a verificada em janeiro último (-7,0%). O desempenho nesse mês foi explicado principalmente pelo recuo observado no grupamento de semiduráveis (-10,6%).

Os subsetores de não-duráveis (-0,9%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-0,3%) também mostraram resultados negativos nesse mês. Por outro lado, o grupamento de carburantes (4,5%) apontou o único resultado positivo nessa categoria.

Em 2016, indústria acumula recuo de 11,8%

No índice acumulado para o período janeiro-fevereiro de 2016, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 11,8%, com perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 23 dos 26 ramos, 67 dos 79 grupos e 75,7% dos 805 produtos pesquisados apontaram redução na produção. Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (-30,1%) e indústrias extrativas (-14,6%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de máquinas e equipamentos (-26,8%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-36,6%), metalurgia (-13,6%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-22,4%), produtos de borracha e de material plástico (-15,2%), produtos de minerais não-metálicos (-12,9%), produtos de metal (-14,0%), outros equipamentos de transporte (-24,5%), bebidas (-8,7%), produtos alimentícios (-2,2%) e produtos têxteis (-15,8%).

Por outro lado, as atividades de celulose, papel e produtos de papel (3,3%) e produtos do fumo (49,8%) exerceram as principais influências positivas nesse mês.

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os dois primeiros meses de 2016 mostrou menor dinamismo para bens de capital (-30,8%) e bens de consumo duráveis (-29,0%), pressionados especialmente pela redução na fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (-31,1%), na primeira; e de automóveis (-27,1%) e eletrodomésticos (-37,7%), na segunda.

Os segmentos de bens intermediários (-10,1%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-4,5%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado do primeiro bimestre do ano, com o primeiro registrando recuo abaixo da magnitude observada na média nacional (-11,8%), e o segundo apontando a queda mais moderada entre as grandes categorias econômicas.

(Redação - Agência IN)