Queda dos preços do petróleo não estimulará demanda mundial, diz AIE

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Queda dos preços do petróleo não estimulará demanda mundial, diz AIE Foto: Divulgação

A queda dos preços do petróleo deixará de estimular significativamente o consumo desta commodity no ano que vem, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), que prevê uma alta oferta e o risco de preços mais baixos.

A AIE manteve nessa sexta-feira sua previsão de demanda mundial de petróleo para 2015, que será de 94,6 milhões de barris diários (mbd), uma alta de 1,8 mbd em relação ao ano anterior. Para 2016, o aumento da demanda será menor, de +1,2 mbd a 95,8 mbd, indica esse organismo em seu relatório mensal sobre o petróleo.

Entretanto, a decisão na semana passada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de manter seu atual nível de produção, fez que os preços do barril caíssem abaixo dos US$ 40 - contra 100 em junho de 2014 -, algo inédito desde o início de 2009.

Mas a AIE garante que "o consumo (de petróleo) chegou ao teto no terceiro trimestre (de 2015) e o crescimento da demanda enfraquecerá (...)", já que a influência da queda dos preços sobre o consumo "começa a desaparecer".

A demanda de petróleo está muito vinculada ao crescimento econômico: embora o PIB mundial vá crescer um pouco mais em 2016 do que em 2015, as previsões tendem a ser revisadas para baixo devido ao desaquecimento econômico nos países emergentes.

"Um contexto macroeconômico excepcionalmente precário também pode reduzir a previsão para 2016 de demanda de petróleo", alega a AIE. O organismo lembra que um endurecimento da política monetária nos Estados Unidos pode ter efeitos negativos nas economias emergentes, muitas delas grandes consumidoras de petróleo.

Ao mesmo tempo, a AIE elevou sua previsão de demanda de petróleo na China para o próximo ano, devido ao aumento maior do que o previsto das ventas de automóveis. Isso aumentará o consumo de gasolina e reflete uma mudança nas orientação econômicas do gigante asiático, mais baseado agora no consumo interno do que nas exportações.

(Redação com AFP - Agência IN)