Recuo das vendas no varejo em abril confirma desaceleração do consumo neste ano

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Comércio varejista Foto: Divulgação Comércio varejista

As vendas do comércio varejista restrito apontaram retração de 0,4% em abril, reforçando a expectativa de desaceleração gradual do consumo ao longo de 2014. Essa retração do varejo, por sua vez, se deu de forma espraiada entre os segmentos pesquisados. 

O volume de vendas no varejo restrito (que exclui as atividades de veículos e motos, partes e peças e de material de construção) caiu 0,4% entre março e abril, já descontados os efeitos sazonais, conforme Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE. O resultado reportado superou nossa estimativa de queda de 1,0% e ficou abaixo da mediana das projeções de mercado de retração de 0,1%, segundo levantamento da Agência Estado. Na comparação com o mesmo período de 2013, considerando o efeito da base de comparação (uma vez que o feriado da Páscoa ocorreu em abril neste ano e em março do ano passado), houve expansão de 6,7%. O comércio ampliado (que considera as vendas de todos os segmentos), por sua vez, subiu 0,6% na margem, após queda de 1,0% registrada no mês anterior.

A retração do varejo foi generalizada entre os segmentos pesquisados. Contribuiu para a variação negativa o comércio de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que recuou 1,4% em abril. Destacamos também a retração de 2,6% das vendas de equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação. Do lado positivo, o comércio de veículos e motos, partes e peças cresceu 4,9%, assim como apontado pela Fenabrave.

O crescimento nominal das vendas no varejo na comparação interanual voltou a acelerar, passando de uma alta de 4,7% para 13,5%. A despeito do resultado de abril, o varejo cresceu 11,1% em termos nominais nos primeiros quatro meses do ano, o que já sinaliza uma ligeira desaceleração frente à expansão observada ao longo de 2013, de 11,8%.

Por fim, amanhã conheceremos o resultado do IBC-Br, proxy para o PIB mensal calculada pelo Banco Central. Projetamos alta de 0,1% na margem, mas a possível incorporação dos dados da nova PIM (Pesquisa Industrial Mensal, cuja metodologia foi reformulada e divulgada no começo do mês) nos dados do IBC-Br poderá produzir elevada volatilidade do dado na margem.

(Redação - Agência IN)