Região do ABCD mantém ritmo de queda e perde 320 empregos na construção civil em fevereiro

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Segmento se aproxima da marca de 5 mil vagas eliminadas em 12 meses Foto: Divulgação Segmento se aproxima da marca de 5 mil vagas eliminadas em 12 meses

As sete cidades do ABCD paulista registraram o desaparecimento de 320 vagas de emprego no setor da construção civil somente no mês de fevereiro. O resultado é muito próximo do que havia ocorrido em janeiro, quando o número total de demissões havia sido de 322.


A manutenção deste ritmo de queda já faz com que a diminuição do estoque de vagas no setor acumule 4978 vagas a menos entre fevereiro de 2017 e o mesmo mês do ano passado. Com isso, a perspectiva é de que a consolidação dos números referentes ao mês de março traga a confirmação da ultrapassagem da marca de 5 mil trabalhadores fora desta indústria num espaço compreendido em 12 meses.

Em fevereiro de 2016 havia 45.661 pessoas registradas como funcionárias das construtoras que atuam na região. No mesmo mês de 2017 este estoque baixou para 40.683.

Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). 

Para a diretora da Regional do SindusCon-SP em Santo André, Rosana Carnevalli, o resultado de fevereiro comprova mais uma vez a dificuldade que a construção civil encontra para se recuperar. “ Enquanto outros setores já começam a apresentar alguns indícios de melhorias, a construção civil segue esta marcha ritmada que nos aproxima deste marco negativo de cinco mil vagas eliminadas em 12 meses”, diz.

Ela ressalta que a construção civil normalmente é o primeiro ou um dos primeiros setores a sentir os efeitos das crises e o último a se recuperar delas. “ Essa característica fica ainda mais acentuada no ABCD por causa do seu perfil econômico muito ligado à indústria automotiva e outros segmentos que também ainda não demonstraram sinais significativos de recuperação”, afirma.

(Redação - Agência IN)