Seguro de veículos mais vendidos fica até 105% mais caro no último semestre

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Seguro de veículos mais vendidos fica até 105% mais caro no último semestre Foto: Divulgação Seguro de veículos mais vendidos fica até 105% mais caro no último semestre

A ComparaOnline (www.comparaonline.com.br), empresa de tecnologia de fintech pioneira na América Latina na venda online de seguros e produtos financeiros, divulgou as principais descobertas de seu primeiro Relatório ComparaOnline de Seguro Auto, panorama inédito sobre o setor, que coletou dados de 500 mil pessoas em todas as regiões do Brasil e que traça o comportamento de quem cota e contrata esse tipo de cobertura por meios digitais. O levantamento, realizado entre janeiro e junho desse ano, comprova que o preço dessa proteção aumentou até 105% entre os carros favoritos dos brasileiros.

O estudo levou em conta dados de vendas automotivas da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) e observou que o Onix, da Chevrolet, carro mais adquirido no país, subiu 28% no último semestre. Entretanto, o que mais pesa no bolso é o investimento no HB20, da Hyundai, segundo mais vendido, com prêmio de R$ 3.850,00, gasto 105% maior que no começo do ano, quando era de R$ 1.877,00.

“Essa simulação foi baseada na variação do preço dos carros e de suas peças, sua respectiva demanda de procura, inflação da economia brasileira e o perfil do sinistro”, afirma Paulo Marchetti, diretor executivo da ComparaOnline e responsável pelo projeto, destacando que o preço do seguro ainda varia de acordo com o modelo do veículo e perfil do motorista.

Quem cota e contrata?

O relatório ComparaOnline de Seguro Auto comprova que o principal perfil de quem busca esse serviço por meios digitais é o homem, de 25 a 34 anos, dono de carros populares e morador das regiões Sul e Sudeste

Perfil do sinistro

A falta de segurança e o alto número de acidentes em áreas metropolitanas são algumas das principais razões para a contratação da cobertura. Por isso, a ComparaOnline buscou investigar a fundo os motivos dos motoristas brasileiros acionarem suas seguradoras. Em primeiro lugar aparecem as colisões (55%), sendo seguida por batidas de terceiros (25%) e furtos e roubos (14%).

“Os números comprovam a realidade caótica do trânsito nas maiores cidades do país. Com destaque para o excesso de veículos, desrespeito de leis e altos índices de criminalidade que colocam em risco os motoristas”, alerta Marchetti. O crescimento de acionamento de Terceiros, pode ser algum reflexo do aumento da falta de seguro por parte da população devido à crise e o desemprego.

Como é pago?

Mais da metade das emissões dos planos de seguros de automóveis são feitas com o débito em conta corrente como forma de pagamento.

Divorciado vs. Solteiro

Pode parecer mito, mas o Relatório ComparaOnline de Seguro Auto encontrou mais um aspecto em que o fim de um casamento pesa no bolso. Segundo o estudo, homens divorciados pagam em média 10% mais caro que solteiros no valor da proteção. A diferença no preço da apólice para automóveis entre os separados e os que ainda não se casaram pode chegar a 19% no caso do Palio. “Essa variação acontece, pois a incidência dos sinistros por divorciados é muito maior que a dos solteiros”, explica Marchetti.

Quem entra para o Uber paga mais

O comparativo também comprovou que o preço da cobertura em automóveis que são utilizados para serviços de transporte urbano, popularizado hoje pelo Uber, é consideravelmente mais alto. Usar um Corolla como veículo de trabalho é 50% mais caro que usar o modelo como carro de passeio.

A média do aumento da contratação desse serviço em autos convertidos em Uber ou demais serviços de transporte foi de 28%. Outro veículo que registrou uma grande variação de preço foi o Sentra, da Nissan, com aumento de 46%.

“As apólices de seguro destes profissionais normalmente possuem um valor mais alto porque ela considera os riscos do dia a dia e a segurança do condutor e de seu passageiro, cobertura que acaba sendo semelhante a dos táxis convencionais”, finaliza Marchetti.

(Redação - Agência IN)