AGRONEGÓCIO: Produção brasileira de trigo cresce 3,4% em 2018

A indústria moageira brasileira processou 12,17 milhões de toneladas de trigo em 2018, volume 3,4% maior do que os 11,77 milhões de 2017. Área Norte/Nordeste, com 3,71 milhões de toneladas moídas, ficou em primeiro lugar, seguida do Paraná (3,47 milhões), Santa Catarina/Rio Grande do Sul (2,17 milhões), São Paulo (1,65 milhão) e Centro-Oeste/Minas Gerais/Rio de Janeiro/Espírito Santo (1,16 milhão). Os dados são da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).

Importação de trigo deve se aquecer em 2019

O mercado de trigo inicia 2019 com mais fatores que indicam sustentação de preços do que fundamentos que resultam em pressão. Internamente, deve ser verificada maior necessidade por importação, devido à perda da qualidade da produção nacional de 2018 – agentes consultados pelo Cepea relatam, inclusive, que há trigo sendo destinado à ração animal, substituindo parte do milho.

Clima afeta qualidade do trigo em 2018

No início de 2018, o mercado de trigo registrava menor produção, grande volume importado e preços em alta, especialmente no Paraná e em São Paulo, conforme indicam pesquisadores do Cepea, atraindo produtores e elevando a área. 

Após recordes nominais, preços do trigo recuam

Neste início de julho, as cotações do trigo têm se enfraquecido em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea – vale lembrar que, em junho, os valores registraram patamares recordes nominais. Os motivos para as baixas são o crescimento das importações em junho e as expectativas de boas produtividade e produção no Brasil. 

Negociações do trigo estão limitadas no mercado spot

As negociações envolvendo trigo estão limitadas no mercado spot. A expectativa era que, após o carnaval, o volume comercializado fosse maior, mas moinhos brasileiros realizam compras pontuais de novos lotes do cereal no mercado interno, visto que muitos se mostram abastecidos. 

Preços do trigo continuam sem direção definida

Pesquisas do Cepea indicam que as cotações de trigo seguem sem direção definida no mercado brasileiro. Estados como Minas Gerais e Mato Grosso do Sul registram valorização do produto, com sustentação da menor oferta no Sul do País, especialmente do Rio Grande do Sul. 

Negociações do trigo seguem lentas no mercado interno

A comercialização de trigo no Brasil continua em ritmo lento, conforme indicam pesquisadores do Cepea. Agentes de moinhos realizam aquisições pontualmente porque se mostram abastecidos por alguns meses. Vendedores, por sua vez, ofertam quando há necessidade de escoamento. 

Preços do trigo registram comportamentos distintos

Os preços do trigo no mercado de lotes registraram comportamentos distintos em janeiro entre os principais estados produtores e consumidores do cereal consultados pelo Cepea. As médias do Paraná e do Rio Grande do Sul, maiores produtores, caíram no acumulado de janeiro, devido à maior disponibilidade e também à menor qualidade do trigo, fazendo com que compradores consultados pelo Cepea pressionassem os valores do cereal no momento da aquisição.

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