Varejo de materiais de construção perde 259 vagas

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Varejo de materiais de construção perde 259 vagas (Foto: Divulgação) Varejo de materiais de construção perde 259 vagas

Mais um resultado negativo foi registrado pelo varejo de materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) na geração de empregos. O segmento cortou em outubro 259 vagas, quadro que se mostra mais grave em relação a setembro, mês que contou com 209 postos de trabalho a menos. Em relação aos meses de outubro dos anos anteriores, o cenário se revela menos impactante, uma vez que em 2015 o mercado de trabalho desse setor caiu em 491 empregos formais. O economista Jaime Vasconcellos ressalta que o saldo acumulado de 2016, na soma de janeiro a outubro, é negativo em 2.833 empregos.

Dentre os municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo, o que obteve a maior redução em outubro foi São Paulo (-175). O resultado mais positivo ficou para Taboão da Serra (+14). Considerando o desempenho dos últimos doze meses, de novembro/15 a outubro/16, a retração é de -4.671 postos de trabalho do estoque total da RMSP. Neste caso, São Paulo também lidera a lista dos municípios com os piores desempenhos, com o corte de -2.380 vagas. Já Salesópolis está em primeiro lugar na geração de empregos nesse período: 23 vagas.

Em outubro, somente um entre os três setores do comércio de materiais de construção analisados conseguiu ter saldo positivo: vidros, com apenas uma vaga. Por sua vez, o comércio de ferragens, madeira e materiais de construção, com -239 vagas, contou com o pior resultado, seguido por tintas e materiais para pintura (-21 vagas).

Vasconcelos lembra que outubro é o segundo mês consecutivo a apresentar saldo negativo no varejo de materiais de construção da RMSP. “Sendo assim, se mostra evidente que a crise do mercado de trabalho ainda é latente nesta atividade varejista. Sua gravidade pode ser comprovada pelos saldos negativos do saldo acumulado no ano e nos últimos doze meses”. Em sua opinião, a lenta tendência de retomada de investimentos, inclusive no emprego, neste segmento da economia já era esperada. “É devido à forte redução da receita de vendas. Enquanto o varejo de supermercados, medicamentos, autopeças e móveis começam a mostrar reação frente a crise, nas lojas de materiais de construção ainda se observa bastante dificuldade”.

Para o economista, o caráter não essencial das mercadorias, a necessidade de crédito para aquisição e a redução dos grandes investimentos públicos afastam no curto prazo tendência de melhora.

(Redação – Agência IN)