Vendas do varejo gaúcho apresentam retração de 2,83% em agosto

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Vendas do varejo gaúcho apresentam retração de 2,83% em agosto (Foto: Divulgação) Vendas do varejo gaúcho apresentam retração de 2,83% em agosto

O mês de agosto apresentou uma queda de 2,83% nas vendas do varejo gaúcho, na comparação com o mês de julho deste ano. O levantamento realizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, identifica como principal fator da tendência de retração do consumo ao longo de 2015, a continuidade das dificuldades econômicas em nível nacional e estadual e as restrições de crédito.

O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, destaca que a associação entre juros e impostos elevados, aliados a escassez de crédito, está comprometendo o potencial de consumo da sociedade gaúcha, o que se reflete nas vendas do setor varejista. 

“Quando observamos que o juro do cheque especial que temos hoje é o maior em 20 anos e a taxa média cobrada no cartão de crédito rotativo chega a incríveis 410% ao ano, vemos o efeito nocivo que isso causa no poder de compra dos brasileiros e dos gaúchos. A FCDL-RS reitera desde o início de 2015 que a população não tem mais estrutura para conviver com esse tipo de situação e necessita de uma oxigenação de parte dos governantes para sanear e recuperar seu orçamento”, enfatiza Vitor Koch. 

O estudo realizado pela FCDL-RS mostra que a retração das vendas foi motivada, principalmente, pela queda da comercialização de veículos (-8,94%) de móveis e eletrodomésticos (-4,24%), de artigos do vestuário e calçados (-4,17%) e de equipamentos de informática e comunicação (-2,91%). A venda de medicamentos e produtos farmacêuticos também apresentaram queda de 3,47% em agosto, mas estão relacionadas à queda sazonal do consumo destes artigos, por conta do final do inverno. 

De acordo com o levantamento que a FCDL-RS promoveu, o setor de material de construção manteve suas vendas estáveis na comparação entre agosto e julho de 2015. O ramo tende a registrar um crescimento de comercialização nos meses de setembro e outubro por conta das reparações necessárias nos imóveis atingidos pelas graves instabilidades climáticas que predominaram no Rio Grande do Sul no período em questão.

“Há o fator positivo que mostra o crescimento de vendas na ordem de 2,36% no ramo de livros, jornais e revistas, provavelmente causado pelo final das férias letivas do meio do ano. Esse mesmo fator colaborou para impulsionar moderadamente o consumo de combustíveis (+0,70%) e nos supermercados (+1,31%). Então, é possível termos expectativas positivas para elevação do consumo, mas é preciso que a população se sinta segura para retomar suas compras”, aponta Vitor Augusto Koch. 

A expectativa da FCDL-RS é que os dados de setembro ainda apresentem um pequeno viés de queda das vendas, mas, a partir de outubro, os índices deverão se elevar, por causa de fatores como os presentes do Dia das Crianças, a comercialização de artigos de verão e as festividades de final de ano.

(Redação – Agência IN)