Volume de depósitos em poupança deve sofrer queda, aponta Anefac

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Volume de depósitos em poupança deve sofrer queda, aponta Anefac Foto: Divulgação Volume de depósitos em poupança deve sofrer queda, aponta Anefac

O Banco Central anunciou hoje os resultados da caderneta de poupança referentes a maio de 2015, resultados estes que apresentam nova redução no volume dos depósitos, bem como no saldo líquido negativo aonde as retiradas foram maiores do que a captação (depósitos) no volume de R$ 3,2 bilhões.

Com isso no ano de 2015 até maio o volume total apresenta uma retirada líquida da ordem de R$ 32,2 bilhões, fazendo com que o saldo final atual tenha atingido em maio de 2015 um volume total de R$ 648,7 bilhões contra um volume de R$ 648,3 bilhões em abril de 2015 e de R$ 662,7 bilhões em dezembro de 2014, aqui já considerado os rendimentos no período.

O diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC), Miguel José Ribeiro de Oliveira, sinaliza que este resultado pode ser atribuído a dois fatores listados abaixo:

Com a elevação da taxa básica de juros aumentou a rentabilidade das aplicações financeiras em títulos públicos como Fundos de Renda Fixa, CDB’s, tesouro direto etc, em detrimento a uma menor rentabilidade da poupança. Com isso, os investidores têm retirado suas aplicações na caderneta de poupança migrando estes investimentos para este tipo de aplicação que apresenta uma rentabilidade superior. Em maio de 2015, os Fundos de Renda Fixa apresentaram uma rentabilidade de 0,82% contra uma rentabilidade de 0,62% da Caderneta de Poupança. Em doze meses os Fundos de Renda Fixa tiveram uma rentabilidade de 10,19% contra uma rentabilidade de 7,25% da Caderneta de Poupança;

Retração de nossa economia com inflação elevada, juros elevados, aumento de encargos e impostos o que reduz a renda das famílias dificultando seu orçamento. Com isso acabam acarretando dois fatores:

Mensalmente sobram menos recursos das famílias para pouparem;

Famílias sendo obrigadas a resgatarem seus investimentos de forma a complementarem sua renda e conseguirem pagar seus compromissos.

Tendências para os próximos meses:

Como o quadro descrito acima vai permanecer durante 2015 (inflação elevada, juros elevados, queda de renda, desemprego, além da SELIC elevada que reduz a rentabilidade da poupança frente aos fundos de investimento etc) a tendência para os próximos meses é de que este movimento de redução no volume dos depósitos da poupança se acentue, agravado ainda mais por um ambiente econômico mais recessivo com a elevação nos índices de inadimplência e de desemprego.

(Redação- Agência IN)