Maior demanda de moinhos impulsiona preço do trigo

As vendas de produtos derivados do trigo aumentaram um pouco em dezembro. Com isso, alguns moinhos consultados pelo Cepea mostram necessidade de repor estoques de farinhas, se voltando às aquisições da matéria-prima. Essa ação, no entanto, não foi generalizada, uma vez que parte dos moinhos tem trigo para receber de contratos realizados anteriormente. Em alguns casos, determinadas unidades tentam negociar o produto por meio de contratos, para receber o cereal conforme a necessidade. 

Disponibilidade elevada deve favorecer comprador do trigo

As produções de grãos e cereais atingiram volumes recordes, pelo menos nos últimos dois anos, favorecidas pelo clima. Assim, os estoques de grãos seguem em volumes bem satisfatórios. No caso do trigo, a relação estoque/consumo está no maior nível desde a safra 1999/2000, segundo dados do USDA. 

Preço do trigo segue firme

Neste final de ano, a liquidez no mercado interno de trigo está lenta. Isso porque, além da demanda estar enfraquecida, produtores estão retraídos, à espera do reaquecimento na procura pelo cereal, especialmente de maior qualidade. 

Preço interno do trigo segue firme

As importações brasileiras de trigo seguem em bom ritmo, mas a comercialização no mercado interno continua lenta. Conforme pesquisadores do Cepea, enquanto o vendedor está retraído, sem necessidade de fazer caixa, compradores se mostram abastecidos até o próximo ano, principalmente devido às importações. 

Preços dos derivados do trigo recuam

Os preços do trigo em grão estão em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, devido aos menores estoques do cereal de boa qualidade no Sul do Brasil e à demanda aquecida e ao aumento no valor do transporte no Sudeste. Por outro lado, a baixa liquidez e a necessidade de moinhos de escoar os produtos do armazém têm pressionado, de modo geral, os valores dos derivados. 

Preços do grão e do farelo do trigo recuam

Diferente do observado nas semanas anteriores, os preços do trigo recuaram nos últimos dias, refletindo a maior oferta no Rio Grande do Sul. Conforme colaboradores do Cepea, produtores do estado têm elevado o interesse de venda em função da baixa qualidade do cereal colhido recentemente, cautelosos também quanto a novas quedas nos valores. 

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