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Poupança: Só serve para ingressar no mundo dos investimentos

Poupança: Só serve para ingressar no mundo dos investimentos Foto: Divulgação Poupança: Só serve para ingressar no mundo dos investimentos

De todas as opções de investimento disponíveis no mercado, a caderneta de poupança é sem dúvida a forma mais tradicional conhecida em todo país. 

Concebida por Dom Pedro II em 1861, com o decreto que instituiu e regulou a Caixa Econômica do Forte (atual Caixa Econômica Federal), seu objetivo na época era remunerar pequenas economias (depósitos de até 50 mil réis) de classes menos abastadas, com juros de 6% ao ano sob garantia do Governo Imperial. Sua popularidade entre os brasileiros foi conquistada também, além de seu tempo de existência, devido à sua facilidade de acesso. Oferecendo um valor mínimo de investimento muito baixo e proporcionando muita segurança, garantindo a inexistência de perdas na quantia investida, o uso da caderneta passou a ser tão habitual que a expressão “fazer uma poupança” é frequentemente utilizada como referência ao ato de guardar dinheiro.

Porém, o principal problema dessa opção é a sua baixa rentabilidade, que faz com que ela se torne menos atrativa para o investidor que busque aumentar seu potencial de investimentos. “A poupança é um método que deve ser utilizado como forma de acesso para outros tipos de investimento”, afirma Pedro Afonso Coelho, Chefe de Operações. Sua facilidade de acesso e sua remuneração fixa, são utilizadas pelos investidores como formas de acumular as quantias que lhe permitem a possibilidade de investimentos mais complexos e melhor remunerados. “O investidor que faz pequenos depósitos na poupança, com o propósito de juntar determinada quantia para futuramente acessar um produto que possua maior rentabilidade com a mesma segurança, está fazendo o uso da poupança de maneira inteligente”, afirma Pedro.

O chefe de Operações aponta os CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCIs (Letra de Crédito Imobiliário) e as LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio) como ótimas alternativas para quem busca algo além da poupança. As três opções possuem rentabilidade diária e são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), incluindo a isenção de imposto de renda para as LCIs e LCAs. Além dessas, os fundos de investimento de renda fixa são excelentes opções, e assim como os CDBs, quanto maior for o seu tempo de investimento, menor será o seu imposto de renda. Desse modo, o investidor deve sempre avaliar a rentabilidade líquida dos investimentos e compará-los com a poupança. Pedro Afonso Coelho, alerta: “De maneira geral, essas opções são mais rentáveis, mas também podem não ser e para saber, de maneira simples, a rentabilidade líquida de investimentos que possuem imposto de renda, basta que o investidor desconte a alíquota de 20% (o imposto de renda fixa vai de 22,5% até 15%, dependendo do tempo) e compare com a poupança, optando pela opção que apresente maior retorno. É importante lembrar que um investimento que rendeu 10% ao ano, não necessariamente renderá o mesmo valor no ano seguinte, mas ainda assim é um bom comparativo”. Existem ainda, as opções de investimentos em renda fixa pré-fixados, que garantem na entrada quanto irá render durante o período que o dinheiro estiver investido, sendo ainda mais fácil de fazer essa comparação, pois o investidor terá a certeza de quanto seu dinheiro vai render.

(Redação - Investimentos e Notícias)

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