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Pedro Janot - Presidente da Azul

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Pedro_Janot_Azul5 de fevereiro de 2010 - Em 2008, a Azul chegou ao Brasil, com o intuito de revolucionar o mercado brasileiro de aviação com o diferencial de possuir preços mais acessíveis.
Mesmo falando tanto em crise, em 2009 a companhia teve 80% de sua capacidade ocupada e terminou o ano com 4,75% do mercado domésticos de passageiros. Em agosto do ano passado, a empresa bateu recorde mundial sendo a companhia aérea que transportou 1 milhão de clientes mais rapidamente.
Para o futuro, "vamos receber 57 aviões entre 2011 e 2013 obtendo alto crescimento", disse Pedro Janot, presidente da Azul.


Entrevista concedida à repórter Niviane Magalhães

IN: Quais as perspectivas para a companhia em 2010?

Pedro Janot: Recebemos mais sete aviões, fechando 2009 com 14 aviões. Em 2010 vamos receber mais sete aviões, totalizando 21 aeronaves. Vamos também abrir novas rotas para seis cidades, não necessariamente partindo de Viracopos, começar a dar mais serviços de conexão nas cidades existentes e transportar próximo a quatro milhões de passageiros.

IN: A classe C tem sido apontada como motor do crescimento brasileiro. Que incentivos a Azul tem oferecido para capturar esse público?

Pedro Janot: Até a chegada da Azul, 12 milhões de CPF's voavam no Brasil, portanto, esses 12 milhões de CPF's aproximadamente voavam quatro vezes no ano, segundo dados de 2008. A classe C é a verdadeira locomotiva do crescimento brasileiro, mas ainda existem muitas pessoas da classe AA e B que não voam com freqüência ou que não voam. Então são três movimentos. Fazer com eu as pessoas que já voam, voem mais, fazer com que as pessoas que já estavam no mercado voar mais porque não voavam frequentemente porque era muito caro, e por último, trazer essas pessoas que usavam ônibus para viajar, para aviação. Então são três movimentos com o mesmo esforço na aviação brasileira.

IN: Com base nas recentes movimentações das empresas aéreas, percebe-se que há intenção de investir na regionalização dos vôos, e com abertura de vôos principalmente para o interior. Como garantir a rentabilidade nestas rotas?

Pedro Janot: Esse movimento de capilarização é verdadeiro. A Azul despertou isso no mercado, ou seja, nós estávamos no interior potente e provocamos esse mercado. Agora as empresas atuais estão pensando aumentar essa capilaridade e a rentabilidade virá através do novo modelo de distribuição com novos equipamentos menores, na qual o nosso Embraer 190 "cai como uma luva". A discussão no mercado agora é com que tipo de equipamentos isso será feito. Porque o Embraer 190 apesar de ser menor que os boeigs 737, e os Airbus 320 da Tam e da Gol, ele também é um avião grande para certas regiões do Brasil. O fato é que a Azul ainda tem muito serviços para trazer para a sociedade ligando as capitais existentes.

IN: Após o chamado "caos aéreo", os investimentos da Infraero já estão sendo feitos? E quais são as áreas?

Pedro Janot: Pequenos investimentos foram feitos de lá para cá na segurança, mas o desafio da Infraero é muito grande. Recentemente saiu uma lista das reformas dos aeroportos e os montantes que serão investidos, e isso tudo acontecerá de 2012 em diante. O Brasil hoje tem carência aeroportuária muito grande, e os aeroportos de Brasília e Guarulhos já tem problemas sérios operacionais e precisam urgentemente de obras de expansão. O problema do Brasil não é só em 2014 de infraestrutura, o problema é agora. Existem pequenas ações que a Infraero devia tomar e que melhorariam bastante a situação dos aeroportos e dos passageiros.

IN: Quais são os planos de aquisição e investimentos a longo prazo da companhia?

Pedro Janot: Nosso projeto prevê até 2013, 57 aviões o que significa que a partir de 2011 será um avião por mês até 2013, com aviões Embraer 190 e 195.

IN: O aeroporto Santos Dumont abriu para voos regionais e Congonhas terá sorteio para redivisão de seus slots. Podemos esperar descontos nas passagens com a concorrência entra companhia nestes aeroportos?

Pedro Janot: Não nesse momento, pois Congonhas está oferecendo para as novas companhias, um terço da chance durante a semana, ou seja, a chance é de ter um slot por dia, uma saída e uma chegada. E oferece 350 slots na final de semana, que é o período que ninguém quer voar de Congonhas, por ser um aeroporto exclusivamente de negócios. Então não será agora que Congonhas receberá o "efeito Azul".

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