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Telefônica/Vivo acaba de atingir os 4 milhões de usuários de serviços de educação.

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20120801 Vivo_350x233A Telefônica/Vivo acaba de atingir os 4 milhões de usuários de serviços de educação. Conversamos com Alexandre Fernandes, diretor de inovação da Vivo e Jonas Suassuna, presidente da Gol Móbile.

Confira a entrevista exclusiva concedida à reporter Michele Rios

Investimentos e Notícias: De onde surgiu a ideia de investir em serviços de educação?

Alexandre Fernandes: Nós identificamos em nossos clientes uma demanda de serviços que ia além do entretenimento, então identificadas essas demandas imediatamente em cerca de dois anos começamos a desenvolver vários serviços na área de educação, são serviços que tem hoje uma taxa de aceite muito alta. E são avaliados com notas muito altas e com nível de cancelamento e desistência bem baixa, e isso prova que há uma grande demanda por parte dos clientes e essa foi a principal motivação, a demanda dos clientes.

IN: Como funciona o projeto Nuvem de Livros?

AF: Na Nuvem de Livros o cliente Vivo, Telefônica e Speedy pode se cadastrar simplesmente no site e informar o seu número de celular Vivo e imediatamente recebe uma senha e passa a ter acesso ilimitado a mais de seis mil livros que estão na Nuvem. E este número não vai parar de crescer, então a Nuvem te dá um acesso ilimitado e você pode ficar lendo 10,20 livros simultaneamente e adicionar os livros a sua estante e os livros estarão lá sempre a sua consulta, para ler sempre que quiser, então você não baixa definitivamente um livro e sim tem acesso permanente em qualquer momento ao livro na Nuvem, e essa é a proposta e por um preço muito reduzido, no caso R$ 1,99 por semana ou na promoção Vivo/Speedy volta às aulas por R$ 6,90 por mês para ter acesso ilimitado a ler mais de 6 mil livros a qualquer momento e qualquer lugar.

IN: Quanto foi investido neste projeto?

AF: Mas que valores, eu vou comentar que nós investimos muito tempo e muitos recursos. É um projeto que esta começando hoje, e temos muito para fazer e muita responsabilidade no incremento, no aumento, nos hábitos de leitura no Brasil. Essa é uma tarefa que vemos com responsabilidade mais que um projeto e esses investimentos que tivemos foram muito mais de recursos humanos do que propriamente financeiro, então tem muito pela frente com os nossos companheiros da Móbile que investiram valores mais altos, nós da Vivo postamos mais dedicação de capital humano e ai conseguimos levar a Nuvem em uma experiência multi diversas, nós temos smartphones, tablets e PC. Essa dedicação, o tempo a investir foi o melhor investimento.

IN: Qual a expectativa de cliente até o final do ano?

AF: Como é um projeto novo, esperamos atingir nesses primeiros meses, com o próprio feedback dos clientes que algumas centenas de milhares de clientes seguramente. Nós hoje já temos próximo de 100 mil clientes, antes da promoção do Vivo/Speedy que hoje anunciamos, então, acredito que chegamos ao final deste ano com alguma centena de milhares de clientes que é o nosso objetivo.

IN: Os serviços de educação da Telefônica/Vivo já atingem quantos clientes no Brasil?

AF: Hoje os nossos serviços de educação atingem 4 milhões de pessoas, o nosso carro chefe é o Vivo Kantoo, onde você pode aprender línguas em PC, Smartphones e através de SMS. Já estamos com mais de 3 milhões de clientes e temos também o Vivo bem –estar , que explora a qualidade de vida, dicas de educação, dicas sobre qualidade de vida, temos também com a Rede Bandeirantes uma parceria sobre concursos públicos,onde damos dicas de concursos. E temos também o professor Pasquale, um lançamento recente, que começou muito rápido e já temos mais de 100 mil clientes no lançamento, que é outro excelente exemplo em educação no caso da nossa língua que é o português. Todos esses serviços tem hoje um total de 4 milhões de clientes.

IN: Como você enxerga o futuro dos livros?

Jonas Suassuna: Eu acho que o livro vai acompanhar a humanidade sempre. O que a gente esta falando hoje é o formato deste conteúdo, se é em papel, e esse formato os monges escreviam os livros, depois Gutemberg colocou para ser impresso e agora nós estamos subvertendo um pouco isso e digitalizando, mas o livro em si, ele não morre. Eu acho que ele muda de formato ele vai de frente ao seu leitor. O leitor vai para o tablet e porque eu mandar um produto difícil de distribuir, encontrar e num click ele vai acessar tudo, vai ler tudo e eu acho que isso vai ser muito positivo para o livro a nova forma de distribuir o conteúdo. O livro não morre!!!

IN: Quais foram os desafios encontrados para a criação deste projeto?

JS: A Nuvem de Livros nasceu há 3 anos atrás da observação brasileira de que no nosso país milhões e milhões de alunos das escolas públicas ou privadas não teriam acesso a biblioteca. 65% das nossas escolas não tem o que podemos chamar de uma biblioteca. Então a gente a partir desta observação entendemos que juntando essa necessidade a grande quantidade de possibilidades de acesso no Brasil, hoje o Brasil é o quinto pais no mundo em telefones celulares, nós somos o terceiro mercado no mundo em computadores. A desoneração de impostos que o Governo Lula fez acaba-se traduzindo agora exatamente em terceiro parque de desktop no planeta. Você lembrar que há 10 anos atrás a gente ficava preocupado em trazer um computador quando viajasse e hoje ninguém faz isso, a nossa indústria esta ai forte, fazendo produtos de qualidade. Então a Nuvem é isso, ela é um misto desta necessidade de transferir conteúdo para essas pessoas que cada vez mais vão ter que ter informações para poder subir na vida e não podemos negar os instrumentos a população e essa enorme capacidade que a gente tem com o computador e internet, hoje nos somos os sextos no mercado de internet, nós representamos 60% de todos os acessos na América Latina. E a Nuvem nasceu exatamente como uma forma muito barata para o consumidor , ele vai pagar R$ 1,99 por semana e vai poder ler seis mil livros ou assistir a fragmentos educacionais, ou games educacionais, enfim, vai ser um grande aliado nessa transferência de conteúdo que vai acabar facilitando muito a vida das pessoas. Quem não tem um filho que pergunta algo que você não sabe responder? Então esse é o objetivo da Nuvem.

IN: Quantos editores e parceiros o projeto já tem?

JS: Contamos hoje no Brasil com 74 e estamos tendo uma aceitação muito grande das editoras. Exatamente como eu disse no começo, o livro não morre, o livro se transforma. E eu acho que nós seremos uma dessas plataformas globais de entrega deste conteúdo, a nossa empresa hoje junto com a Telefônica/Vivo já esta buscando 25 países onde a Telefônica atua. Esse era um projeto que como a Telefônica disse hoje , um projeto estratégico. E nós estaremos onde a Telefônica estiver. Começamos agora com uma versão em espanhol e já temos assinado uma página em russo.

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