Mercados mundiais encerram sem direção definida, com indicadores econômicos ruins na Europa e pregão morno nos Estados Unidos. Já o Ibovespa seguiu um ritmo próprio de valorização, motivado pela alta nos papéis da Petrobras, com a especulação de um aumento no preço do combustível ainda este ano.
Na Europa, as bolsas fecharam em queda, avaliando os indicadores ruins do continente. Com isso, em Londres, o índice FTSE 100 fechou com ganhos de 0,08% aos 5.845 pontos, o DAX, em Frankfurt, teve queda de 0,03% aos 6.966 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 desvalorizou 0,43% aos 3.438 pontos.
Contribuindo para o sentimento pessimista, o Ministério da Economia da Alemanha divulgou que em junho, a produção industrial alemã registrou desaceleração. O índice, que mede a produção da indústria, recuou 0,9% no sexto mês do ano em relação ao mês anterior que apresentou alta de 1,7%.
Além disso, o saldo comercial da Alemanha finalizou o mês de junho com um superávit de € 17,9 bilhões, ante os € 12,5 bilhões registrados no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados hoje, 08, pelo instituto federal de estatísticas Destatis.
Ontem à noite, a Standard and Poor's reduziu a perspectiva da nota da dívida grega para negativa, dizendo que os desafios políticos que enfrenta o país poderiam levar a outro rebaixamento.
Em Wall Street, os mercados operaram mornos. Desta forma, o índice Dow Jones fechou com alta de 0,05% aos 13.175 pontos; o S&P 500 teve elevação de 0,06% a 1.402 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq desvalorizou 0,15% aos 3.011 pontos.
Segundo o Departamento do Trabalho do país, a produtividade aumentou no segundo trimestre depois de ter retrocedido durante os três meses anteriores. A produtividade das empresas (exceto o setor agrícola) subiu 1,6% na projeção anual em relação ao trimestre anterior, informou o departamento, superando levemente a previsão média dos analistas, que era de 1,5%.
O índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, encerrou a sessão desta quarta-feira, 08, com valorização de 0,30%, aos 2.458,97 pontos.
Por aqui, o Ibovespa, encerrou com valorização de 2,12% motivado pela valorização no preço dos papéis da Petrobras.
Abrindo a agenda econômica brasileira, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,21%, na primeira semana do mês de agosto, ante os 0,95% registrados no mês anterior, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Em seguida, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação de 0,43% em julho, maior do que a taxa de 0,08% registrada em junho.
Por fim, o fluxo cambial, saldo da entrada e saída de dólares do país, está positivo em US$ 942 milhões no mês de julho, de acordo com informações divulgadas hoje pelo Banco Central (BC).
Na renda fixa, os juros futuros operaram em baixa. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2013, o mais negociado, apresentou taxa anual de 7,29%.
Por fim, o dólar operou com perdas de 0,25% vendido a R$ 2,023.
(Lygia Gil – Agência IN)


