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Bolsas sobem com agentes à espera de indicadores

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SÃO PAULO, 9 de março de 2010 - Após operaram cautelosos pela manhã, os investidores partiram às compras, mesmo em meio a ausência de notícias que justificassem o desempenho. Os agentes financeiros seguiram na expectativa pela divulgação de dados importantes nas principais economias mundiais que sairão a partir de amanhã.

Para o economista da LCA Consultoria, Homero Guizzo, a sinalização de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode elevar a taxa de juros daqui a seis meses, além da expectativa pelos indicadores chineses, influenciaram as bolsas dos Estados Unidos.

Com isso, os principais índices acionários da região fecharam com ganhos. Em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average avançou 0,11%, aos 10.564 pontos, o S&P 500 subiu 0,17%, aos 1.140 pontos. Na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq cresceu 0,36%, marcando 2.340 pontos.

Na Europa, as bolsas terminaram em direções opostas. Segundo analistas, na ausência de dados relevantes na sessão, os investidores operaram na expectativa por novos desdobramentos da crise na Grécia.

Ao término das negociações, o índice FTSE-100, de Londres, recuou 0,08%, aos 5.602 pontos, o DAX, de Frankfurt, avançou 0,17%, aos 5.885 pontos e o CAC-40, de Paris, subiu 0,17%, aos 3.910 pontos.

Na Argentina, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, encerrou o pregão em alta de 0,46%, aos 2.319 pontos.

E no Brasil, o Ibovespa apresentou valorização superior as bolsas norte-americanas, marcando acréscimo de 1,46%, aos 69.576 pontos. O giro financeiro da bolsa totalizou R$ 10,0 bilhões. O ingresso de capital estrangeiro influenciou o comportamento do índice.

Na renda fixa, as projeções de juros embutidas nos certificados de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam sem direção única. O DI com vencimento em janeiro de 2011, apontou taxa anual de 10,41%. No câmbio, a moeda norte-americana fechou em queda, vendida a R$ 1,78.

E nas commodities, o preço do barril do petróleo terminou desvalorizado no mercado internacional, refletindo a alta do dólar frente ao euro, o que reduziu a demanda da commodity como investimento alternativo. A cotação do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em abril, registrou queda de 0,5%, cotado a US$ 81,50 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, também com vencimento em abril, caiu 0,6% para US$ 80,00 no ICE Exchange de Londres.
(Redação - Agência IN)
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