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Ibovespa deve cair, enquanto bolsas externas avançam

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Bolsas europeias e estadunidenses devem operar com ganhos diante de um otimismo vindo da Grécia, que deve adotar medidas para apoiar o crescimento econômico. Por aqui, o movimento deve ser diferente, o Ibovespa, deverá seguir em campo negativo com investidores avaliando o prejuízo trimestral da Petrobras.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta no primeiro pregão da semana, reagindo ao bom resultado na geração de vagas nos Estados Unidos, divulgado na sexta-feira. Vale lembrar que a economia americana criou no mês passado 163.000 postos de trabalho, enquanto que os contratos em junho foram de 64.000 (cifra revisada).

No mesmo sentido, as bolsas europeias operam com ganhos. Sem uma agenda econômica de destaque os agentes assimilam de outra maneira o discurso do presidente do BCE, Mario Draghi, acreditando que uma futura intervenção econômica pode ser possível.

Enquanto isso, a Espanha prevê ajustes de € 102 bilhões até o final de 2014, um total que inclui o plano de rigor de € 65 bilhões já anunciado em julho, segundo o projeto de orçamento prometido por Madri a seus sócios da zona do euro e divulgado na última sexta-feira, 03, pelo governo.

Há pouco as bolsas apresentavam avanços. Em Londres, o índice FTSE 100 opera com ganhos de 0,28% aos 5.803 pontos, o DAX, em Frankfurt, tinha alta de 0,66% aos 6.911  pontos; e em Paris, o índice CAC-40 valorizava 0,61% aos 3.394 pontos.

Em dia de agenda vazia, em Wall Street, o indicador futuro da bolsa norte-americana opera com ganhos modestos.

Diante deste cenário, as atenções mundiais devem se voltar ao mercado brasileiro. “Para a bolsa brasileira, esperamos queda, puxada por resultados mais fracos entre as companhias listadas”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Entre as divulgações corporativas, o prejuízo trimestral da Petrobras ganha destaque. Com isso, o lucro líquido da companhia no 1º semestre de 2012 foi 64% inferior ao apurado no mesmo período do ano passado devido, principalmente, ao impacto da depreciação cambial sobre o endividamento e os custos. O prejuízo líquido foi de R$ 1,346 bilhão (US$ 663 milhões), contra lucro líquido de R$ 10,943 bilhões no mesmo período de 2011.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 1,52%, em julho.

Em seguida, o Banco Central (BC), divulgou o boletim Focus, que na medição, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2013 caiu a 4,00%, ante os 4,05% registrados na semana anterior. Já para este ano, o prognóstico do PIB recuou a 1,85% contra os 1,90% apontados anteriormente.

E a expectativa para o crescimento da produção industrial neste ano passou de -0,44% para -0,69%. Para o ano seguinte, a expectativa ficou em 4,40%.

Para Barros, no mercado de câmbio é possível observar movimentos mistos: euro e libra perdem valor em relação ao dólar, iene e rúpia se valorizam. “Para o real, esperamos relativa estabilidade”, finalizou o diretor.

(Michele Rios – Agência IN)