Bolsas mundiais encerraram mistas em dia de anúncio que bancos mundiais de países do G20 criarão linha de crédito para possível saída da Grécia da Zona do Euro após as eleições no pais. O cenário econômico ainda é instável e bolsas operam voltadas mais para as notícias vindas da Europa do que pelos índices econômicos dos países.
De acordo com Luiz Roberto, economista da Renascença Corretora, as notícias vindas da Europa pesam muito mais do que a agenda econômica neste momento de indecisão no continente. A saída da Grécia da Zona do Euro após as eleições ainda é cogitada e países começam a fazer planos para blindar suas economias.
No Velho Continente, as bolsas encerraram em baixa, influenciadas pelo cenário de expectativa com as eleições na Grécia e as especulações que surgem em torno da ajuda aos bancos da Espanha. Diante deste cenário, em Londres, o índice FTSE 100 fechou com baixa de 0,31% aos 5.467 pontos, o DAX, em Frankfurt, teve perdas de 0,23% aos 6.138 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 valorizou 0,08% aos 3.032 pontos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reafirmou que não possui plano algum de ajuda financeira para a Espanha e pediu a Madri que continue com seus planos para sanear as contas públicas e avalancar a economia.
Já a Itália emitiu hoje bônus a médio e a longo prazo por € 4,5 bilhões, com taxas de juros em forte alta, em um contexto de forte pressão dos mercados sobre o país, muito endividado, segundo o Banco da Itália.
Na Alemanha, foi anunciado que os partidos da coalizão governamental alemã e da oposição entraram em acordo para votar o pacto fiscal da União Europeia e o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE) antes de 29 de junho.
Na agenda doméstica foi divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI,na sigla em inglês) dos 17 países que compõem a zona do euro, que registrou queda de 0,1% em maio na comparação com o mês anterior. Analistas previam uma queda de 0,2% no mês. As informações foram divulgadas hoje pelo Eurostat, agência de estatísticas da região.
Em Wall Street, os mercados encerraram em alta. Os investidores se mostraram atentos ao cenário político e econômico da Europa e também aos índices econômicos do país. Desta forma, o índice Dow Jones ganhou 1,24% aos 12.651 pontos; o S&P 500 teve valorização de 1,08% a 1.329 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 0,63% aos 2.836 pontos.
Na agenda doméstica houve a divulgação dos novos pedidos de seguro desemprego, que registraram um aumento no início de junho, o departamento do Trabalho americano indicou que, na semana de 3 a 9 de junho, foram apresentados 386.000 pedidos de seguro desemprego, contra 380.000 na semana anterior. Os analistas previam 375.000 pedidos.
Já os preços ao consumidor caíram nos Estados Unidos em maio, pela primeira vez em dois anos, ajudados por uma queda dos custos da energia, indicou nesta quinta-feira o departamento do Trabalho. A redução dos preços foi de 0,3% em relação ao mês anterior, enquanto que a inflação em um ano subiu para 1,7%, seu nível mais baixo desde janeiro de 2011.
Por fim, o déficit de contas correntes dos Estados Unidos aumentou no primeiro trimestre, apresentando seu nível mais alto desde o final de 2008, a US$ 137,3 bilhões, segundo cifras publicadas nesta quinta-feira pelo departamento de Comércio.
O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires em alta de 1,84%, aos 2.190,82 pontos.
Por aqui, o Ibovespa encerrou com desvalorização de 0,54, após um pregão instável, contrariando o movimento das bolsas dos Estados Unidos.
Na Agenda Doméstica, foi divulgado que em abril de 2012, o comércio varejista cresceu 0,8% no volume de vendas e 0,6% na receita nominal, ambas as variações com relação ao mês anterior, ajustadas sazonalmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Já o comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou, em relação ao mês anterior (com ajuste sazonal), crescimento de 0,7% tanto para o volume de vendas quanto para a receita nominal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na renda fixa, os juros futuros operaram em alta. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2014, o mais negociado, apresentou taxa anual de 8,00%.
Já o dólar operou com perdas de 0,92% vendido a R$ 2,052.
(Lygia Gil – Agência IN)


