Esse comportamento, avalia o presidente da Sobeet, se repetirá sobretudo nos países diretamente afetados pela crise atual, como a Espanha. "Em 2000, os espanhóis estavam em segundo lugar entre os investidores estrangeiros no Brasil. Em 2009, ficaram na terceira posição, mas o volume de recursos não sofreu grandes alterações de lá para cá, mesmo com diversas crises", afirmou.
Lima até admite a possibilidade de interrupção nos investimentos estrangeiros no curtíssimo prazo, por causa do agravamento da crise econômica em cinco países da zona do euro: Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Grécia. Ele, no entanto, acredita que o fenômeno será temporário.
"Há um possível efeito negativo no curtíssimo prazo, mas é provável que não haja queda no longo prazo nos investimentos externos nos países emergentes", disse Lima. "Pelo que vimos em outros casos, o investimento estrangeiro direto pode até aumentar porque os países emergentes passam a ser encarados como porta de saída da crise".
De acordo com o presidente da Sobeet, o potencial de crescimento nos países emergentes contrasta com a estagnação nos países desenvolvidos: "Os países emergentes têm um mercado ainda não totalmente explorado e oferecem uma possibilidade de crescimento que não existe nos países de origem de diversas empresas multinacionais". Ele ressalta que esse processo ocorreu com os setores automotivo e bancário. "Não vejo por que seria diferente em outros setores". As informações são da Agência Brasil.
(Redação - Agência IN)
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