O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas evoluiu desfavoravelmente em junho: a variação interanual do Indicador Trimestral ficou em -3,7%, contra -2,4% no trimestre findo em maio.
Após três meses de relativa melhora, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas evoluiu desfavoravelmente em junho: a variação interanual do Indicador Trimestral1 ficou em -3,7%, contra -2,4% no trimestre findo em maio.
O Indicador Trimestral do ICOM de junho ficou em 126,4 pontos, contra 131,2 pontos em junho do ano anterior. O resultado sugere uma evolução moderada do nível de atividade do setor ao final do primeiro semestre de 2012.
No Varejo Restrito, a variação interanual passou de -1,2%, no trimestre findo em maio, para -2,7%, em junho; no Ampliado, a variação passou de -2,3% para -3,7%, respectivamente, nos mesmos períodos. O desempenho do segmento Material para Construção segue menos favorável, com taxas de -2,2% em maio e de -5,4%, em junho. Em Veículos, motos e peças as taxas interanuais apresentaram ligeira melhora, com variação de -6,7% em junho, após recuo de 7,4% no mês anterior; no Atacado, as taxas interanuais trimestrais para os mesmos períodos foram de -3,8% e -2,6%, respectivamente.
As variações interanuais do Indicador Trimestral de Confiança, entre maio e junho, mostraram melhora em cinco e piora em 12 dos 17 segmentos pesquisados. No Varejo Restrito houve piora em sete dos nove segmentos. No Ampliado - que inclui Veículos, motos, partes e peças e Material para Construção - o resultado piorou em 10 dos 13 segmentos. Já o Atacado registrou melhora em dois dos quatro segmentos pesquisados.
A abertura do resultado pelos componentes do índice de confiança mostra uma queda mais expressiva, na margem, do Índice da Situação Atual (ISA-COM). Apesar disso, as percepções sobre o momento presente seguem com comparações interanuais mais favoráveis que as expectativas. O ISA-COM médio do trimestre findo em junho ficou 2,7% inferior ao do mesmo período do ano passado; em maio, o Indicador Trimestral havia ficado idêntico (0,0%) ao do mesmo período do ano anterior. O ISA-COM retrata a percepção do setor em relação à demanda no presente momento. Na média do trimestre findo em junho, 19,6% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 20,9%, como fraca. No mesmo período de 2011, estes percentuais haviam sido de 21,3% e 19,8%, respectivamente.
Em relação aos meses seguintes, os empresários do comércio tornaram-se menos otimistas: o IE-COM recuou 4,3% em junho na comparação com o ano anterior. Em maio, a queda havia sido de 3,9%. Dos quesitos integrantes do índice, a tendência dos negócios para os próximos seis meses foi o que exerceu maior influência na redução da média trimestral entre junho de 2011 e de 2012, ao passar de 163,1 para 153,8 pontos. Dentre as empresas consultadas, 58,4% esperam melhora e 4,5%, piora da situação dos negócios (contra 66,7% e 3,6%, respectivamente, há um ano).
(Redação – Agência IN)


