O gestor da Usina de Simplício, Francisco Donha, disse que em reunião realizada no último dia 20, a empresa apresentou ao MPF dados sobre o reflexo da entrada em operação da usina e da estação de tratamento de esgoto.
A licença de instalação concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) previa que a implantação da rede de esgotos fosse feita 100% antes do enchimento do reservatório. Mariângela Danemberg, da Superintendência de Gestão Ambiental de Furnas, afirmou, contudo, que a estatal conseguiu provar ao Ibama que pode encher 40% até setembro, sem causar nenhum problema à qualidade da água do Rio Paraíba do Sul.
"Também cabe esclarecer que isso é um benefício para a população. Porque todos os dejetos da população de Sapucaia são jogados direto no Rio [Paraíba do Sul]. Por conta da construção da usina, foi uma obrigação que o Ibama estabeleceu para a empresa, que a gente coletasse esse esgoto para ele não ser jogado mais no rio". Frisou que em vez de causar prejuízos, a usina vai melhorar a vida dos habitantes de Sapucaia. "Nós vamos melhorar a qualidade de vida da população".
Mariângela Danemberg disse que, naquela ocasião, foi apresentada ao MPF uma modelagem matemática da qualidade da água, mostrando que "entre 40% e 80% não iriam interferir para a gente poder encher o reservatório". A Usina de Simplício precisa encher o reservatório para poder entrar em operação com a primeira máquina, o que deverá ocorrer até dezembro próximo.
No enchimento do reservatório, 40% da rede de esgotos vão estar prontos. Para a operação da usina, deverão estar implantados entre 80% e 100% da rede da área urbana, disse Mariangela Danemberg. Furnas fará também a instalação da rede de esgoto rural. "Mas a exigência é para a área urbana", afirmou. As informações são da Agência Brasil.
(Redação - Agência IN)




