Um dos assuntos mais discutidos durante a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a segurança alimentar ganhou destaque nesta quinta-feira, 21 de junho, em um dos painéis do seminário Lideranças Empresariais, realizado pelo Sistema FIRJAN e FIESP, no espaço Humanidade, no Forte de Copacabana. O grande desafio, segundo os líderes empresariais que debateram o tema, é potencializar a produção, utilizando menos recursos e garantindo ainda acesso aos alimentos, o que está intimamente ligado à capacidade de geração de renda.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), um bilhão de pessoas passam fome no mundo, o que corresponde a um sétimo da população mundial. E com a perspectiva de um aumento populacional de 2 bilhões de pessoas até 2050, diversos setores, em especial o agrícola, buscam maneiras de solucionar a equação de oferta e demanda, sem comprometer o meio ambiente, que é parte fundamente do processo produtivo. Nesse cenário, ganha força a aposta em inovação tecnológica e desenvolvimento de melhores práticas agronômicas.
“O acesso ao alimento é um direito humano fundamental. Por isso, nosso principal desafio é produzir mais em cada hectare de terra. Dentro dessa visão, a Monsanto pretende ampliar a produtividade de seus grãos em 50% até 2030. Também precisamos preservar mais, por isso temos a meta de reduzir em 1/3 o uso de água e energia no mesmo período. E o componente mais importante em tudo isso é melhorar vidas. Porque podemos ter toda a comida necessária para alimentar o mundo, mas se as pessoas não tiverem acesso a ela, não adiantará nada”, disse Brian Lowry, vice-presidente jurídico da Monsanto Company, durante o evento sobre segurança alimentar.
(Redação – Agência IN)


