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PMI brasileiro recua em junho

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Os dados de junho indicaram mais uma deterioração nas condições de negócios do setor industrial do Brasil. Tanto a produção quanto o volume de novos pedidos caíram ao longo do mês, com as taxas de contração sendo as mais fortes em oito meses. De um modo geral, os fabricantes citaram a demanda fraca por parte dos clientes. Perdas de emprego foram relatadas pelo terceiro mês consecutivo, ao mesmo tempo em que a taxa de inflação de preços de insumos se desacelerou, ainda que marginalmente, em relação ao recorde de alta de onze meses observado em maio.

Em junho, depois de ajustado para variações sazonais, o Índice Gerente de Compras HSBC Brasil (PMI) - uma consolidação de dados criada para fornecer, em um único número, uma visão geral e instantânea das condições operacionais da economia do setor industrial - registrou abaixo do nível de 50.0, indicativo de ausência de mudanças. Ao atingir 48.5, abaixo do valor de 49.3 registrado em maio, o índice indicou um recorde de baixa de oito meses mostrando uma deterioração modesta nas condições de negócios.

Os fabricantes brasileiros receberam um volume menor de novos pedidos em junho, com as empresas citando, de um modo geral, a demanda fraca por parte dos clientes. O volume de novos pedidos para exportação também caiu ao longo do mês, dando continuidade à tendência que tem sido registrada desde abril de 2011. No geral, o total de novos pedidos caiu modestamente durante o mês, com a taxa de contração sendo a mais forte desde outubro último.

Como reflexo do volume de novos pedidos mais baixos, as empresas reduziram sua produção em junho. Cerca de 16% das empresas monitoradas registraram níveis de produção mais baixos (enquanto que 14% registraram um aumento), com o declínio, em geral, sendo o mais rápido em oito meses. Por sua vez, os estoques de bens finais foram reduzidos pelo décimo mês consecutivo, ainda que marginalmente, e os pedidos em atraso caíram ainda mais durante o período mais recente da pesquisa.

As empresas compraram uma quantidade menor de insumos pelo terceiro mês consecutivo em junho. Os estoques de produtos de pré-produção também caíram, estendendo o atual período de redução de estoques para treze meses. Onde houve um declínio na atividade de compras, os entrevistados atribuíram este fato em grande parte às necessidades mais baixas de produção. Mesmo assim, os prazos de entrega dos fornecedores se alongaram ainda mais em junho, mas o aumento mais recente nos prazos foi ligeiro apenas, com o índice correspondente registrando marginalmente abaixo da marca de 50.0, indicativa de ausência de mudanças.

Foram relatadas perdas de emprego pelo terceiro mês consecutivo em junho, com cerca de 9% dos fabricantes de reduzindo suas forças de trabalho em relação a maio. No geral, o nível de contratação caiu de maneira sólida durante o mês e da maneira mais significativa desde outubro de 2011.

Dando continuidade à tendência que tem sido registrada em todos os meses desde setembro de 2009, os custos de insumos enfrentados pelos fabricantes brasileiros aumentaram em junho. Os aumentos dos preços das matérias-primas e as flutuações das taxas de câmbio foram citados, de um modo geral, como tendo contribuído para a elevação das cargas de custo como um todo.  

(Redação – Agência IN)