O Ibovespa encerrou o dia em alta, superando os 156 mil pontos em seu pico, impulsionado principalmente pelas ações da Vale, que se beneficiaram do aumento do preço do minério de ferro na China. No entanto, a alta não se sustentou devido à pressão negativa da Petrobras, que foi afetada pela queda nos preços do petróleo no mercado internacional.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,41%, atingindo 155.910,18 pontos, após oscilar entre uma mínima de 154.821,35 pontos e uma máxima de 156.373,21 pontos. O volume financeiro do pregão foi de R$20,3 bilhões.
Segundo Willian Queiroz, sócio da Blue3 Investimentos, o pregão foi tranquilo, com o Ibovespa superando os 156 mil pontos, mas a alta foi contida pela queda da Petrobras, que acompanhou o declínio dos preços do petróleo no exterior.
Queiroz também mencionou decisões judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que ele cumpra pena de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Ele acredita que essas notícias podem ser um sinal para a reorganização da direita para as eleições de 2026.
No cenário político, uma pesquisa CNT/MDA divulgada mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando todos os cenários para a eleição presidencial do próximo ano, além de um aumento na avaliação positiva do governo federal e na aprovação pessoal do presidente.
Em termos macroeconômicos, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em uma comissão no Senado que o BC deve perseguir o centro da meta de inflação de 3%, e não a banda superior de 4,5%. Apesar do tom rigoroso, as taxas dos DIs recuaram.
Nicolas Gass, estrategista de investimentos da GT Capital, destacou que o comportamento dos juros futuros beneficiou empresas dos setores de varejo, educação, construção civil e transporte.
Os investidores também estão atentos à economia dos EUA, com dados de varejo e inflação ao produtor reforçando as expectativas de mais um corte de juros nos Estados Unidos este ano. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,91%.
Destaques do Dia
- VALE ON subiu 0,78%, impulsionada pela alta dos futuros do minério de ferro na China, com expectativas de que cortes em taxas portuárias desencorajem a estocagem prolongada do minério. O contrato mais negociado em Dalian subiu 0,51%.
- PETROBRAS PN caiu 0,8%, afetada pela queda do petróleo no exterior, com o barril do Brent em baixa de 1,4%. Investidores aguardam o plano de negócios da Petrobras, previsto para quinta-feira. PETROBRAS ON recuou 0,96%.
- BRADESCO PN subiu 0,8%, em um dia positivo para o setor, com SANTANDER BRASIL UNIT avançando 1,51%, BANCO DO BRASIL ON subindo 0,6% e ITAÚ UNIBANCO PN valorizando-se 0,23%. Analistas do JPMorgan elevaram o preço-alvo de Itaú PN de R$43 para R$46.
- MBRF ON caiu 3,27%, ampliando a correção negativa desde a semana passada. Até o dia 17, a ação havia valorizado mais de 43% em novembro. A MBRF também anunciou um aumento de 8% na produção de kits comemorativos em 2025. No setor, MINERVA ON caiu 0,63%.
(Com Reuters)
Cotações do Mercado
Dólar e Ibovespa
- Ibovespa: Abertura: 155.278,10 pontos, Fechamento: 155.910,18 pontos, Variação: 0,41%
- Dólar: Abertura: R$5,37, Fechamento: R$5,38, Variação: 0,26%
Maiores Altas
- USIM5: Abertura: R$5,15, Fechamento: R$5,46, Variação: 6,02%
- CEAB3: Abertura: R$17,70, Fechamento: R$18,24, Variação: 3,05%
- MGLU3: Abertura: R$9,96, Fechamento: R$10,26, Variação: 3,01%
- VIVA3: Abertura: R$32,83, Fechamento: R$33,79, Variação: 2,92%
- VAMO3: Abertura: R$3,53, Fechamento: R$3,62, Variação: 2,55%
Maiores Baixas
- MBRF3: Abertura: R$20,83, Fechamento: R$20,12, Variação: -3,41%
- BRKM5: Abertura: R$7,99, Fechamento: R$7,76, Variação: -2,88%
- RECV3: Abertura: R$10,70, Fechamento: R$10,48, Variação: -2,06%
- PRIO3: Abertura: R$38,20, Fechamento: R$37,52, Variação: -1,78%
- AZZA3: Abertura: R$29,00, Fechamento: R$28,49, Variação: -1,76%