Nesta terça-feira, o Ibovespa atingiu um novo recorde histórico, ultrapassando a marca de 161 mil pontos pela primeira vez, impulsionado por expectativas em relação às ações do banco central dos Estados Unidos.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 1,56%, alcançando 161.092,25 pontos no pico do dia, estabelecendo novos recordes de fechamento e intradia. O menor valor registrado durante o pregão foi de 158.611,50 pontos, com um volume financeiro total de R$24,55 bilhões.
Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, atribui o desempenho do Ibovespa às expectativas de um novo corte na taxa de juros dos EUA na próxima semana, destacando que o recente rali não encerra um possível ciclo de alta nos próximos meses. Ele observa que, após a pandemia, o Ibovespa permaneceu lateralizado por um longo período, e o atual movimento de alta pode ser visto como uma correção.
Em 2020, o Ibovespa fechou o ano com 119.017,24 pontos e, em 2024, com 120.283,40 pontos. Em 2025, até agora, o índice registrou perdas mensais apenas em fevereiro e julho, acumulando uma valorização de 33,9% no ano.
Bruno Perri, estrategista de investimentos e economista-chefe da Forum Investimentos, destaca que o silêncio de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, sobre a política monetária em um evento recente, manteve as apostas de um novo afrouxamento da taxa básica de juros nos EUA. No final da tarde, a ferramenta FedWatch da CME indicava cerca de 90% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros na próxima semana.
Além disso, a produção industrial no Brasil em outubro teve um desempenho abaixo do esperado, reforçando a percepção de desaceleração econômica e contribuindo para o fechamento das curvas de juros domésticas, impulsionando o Ibovespa.
Durante a sessão, houve uma ligação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, discutindo tarifas comerciais e combate ao crime organizado, em uma conversa considerada “muito produtiva” pelo Palácio do Planalto.
Destaques do Pregão
- Itaú Unibanco PN subiu 2,23%, com Bradesco PN em alta de 1,07%, Banco do Brasil ON subindo 1,63%, Santander Brasil Unit ganhando 2,62% e BTG Pactual Unit valorizando-se 2,81%.
- Vale ON teve alta de 0,82%, com evento da mineradora em Londres e anúncio de acordo para desenvolvimento de cobre no Canadá.
- Petrobras PN encerrou com acréscimo de 0,69%, apesar do declínio do petróleo no exterior. Petrobras ON subiu 0,54%.
- Grupo Ultra ON avançou 3,33%, após aprovação de distribuição de dividendos intermediários de R$1,08 bilhão.
- Sabesp ON subiu 2,97%, com autorização para reajuste tarifário de 6,5% a partir de janeiro de 2026.
- Tim ON caiu 0,74%, com dados negativos da Anatel. Telefônica Brasil ON subiu 0,78%.
- Vamos ON fechou em alta de 6,46%, assim como Localiza ON, que subiu 4,74%. CVC Brasil ON valorizou-se 6,63%, beneficiada pela queda do dólar.
Cotações do Mercado
Dólar e Ibovespa
- Dólar: Abertura R$5,36, Fechamento R$5,35, Variação -0,25%
- Ibovespa: Abertura 158.611,74 pontos, Fechamento 161.092,25 pontos, Variação 1,56%
Maiores Altas
- CVCB3: Abertura R$1,81, Fechamento R$1,93, Variação 6,63%
- VAMO3: Abertura R$3,88, Fechamento R$4,12, Variação 6,19%
- RENT3: Abertura R$45,40, Fechamento R$47,55, Variação 4,74%
- AURE3: Abertura R$12,22, Fechamento R$12,64, Variação 3,44%
- RADL3: Abertura R$23,51, Fechamento R$24,31, Variação 3,40%
Maiores Baixas
- YDUQ3: Abertura R$13,70, Fechamento R$13,62, Variação -0,58%
- LREN3: Abertura R$15,86, Fechamento R$15,79, Variação -0,44%
- TIMS3: Abertura R$24,32, Fechamento R$24,22, Variação -0,41%
- GGBR4: Abertura R$19,18, Fechamento R$19,11, Variação -0,36%
- GOAU4: Abertura R$11,09, Fechamento R$11,06, Variação -0,27%
(Com Reuters)