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Fechamento Ibovespa: Queda de 0,81% com Realização de Lucros; Destaque para Assaí (ASAI3), Natura (NTCO3) e Cosan (CSAN3)

  • 25/09/2025 - 18h16
  • Atualizado 11 meses atrás
  • 5 min de leitura

O Ibovespa encerrou o dia em baixa, refletindo movimentos de realização de lucros após atingir recordes nos últimos pregões. A Assaí esteve entre as maiores quedas, devido a preocupações com obrigações tributárias do GPA.

A Ambipar, que não faz parte do Ibovespa, também se destacou negativamente, caindo 60,5% no pior momento, após obter proteção contra credores da Justiça do Rio de Janeiro, citando um risco de rombo superior a R$10 bilhões.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 0,81%, fechando a 145.306,23 pontos, após atingir 146.519,13 pontos na máxima e 145.186,77 pontos na mínima do dia. O volume financeiro totalizou R$20,1 bilhões.

Segundo o analista-chefe da Levante Inside Corp, Eduardo Rahal, a bolsa refletiu um movimento de realização após sessões mais positivas.

No dia anterior, o Ibovespa teve uma sessão de oscilações modestas, mas garantiu um novo topo de fechamento a 146.491,75 pontos, acumulando no ano uma valorização de quase 22%, impulsionado principalmente pelo fluxo de capital externo.

O gestor de renda variável Daniel Utsch, da Nero Capital, afirmou que, apesar das “máximas”, o nível do Ibovespa ainda está longe de representar um topo de otimismo, especialmente quando ajustado pela inflação ou calculado em dólar.

Ele acredita que há espaço para a continuidade do movimento positivo na bolsa paulista, principalmente apoiado pelo fluxo de capital externo para o pregão da B3, citando valuation atrativo e pouca alocação nas ações brasileiras.

No ano, o saldo de capital externo está positivo em cerca de R$25 bilhões, com setembro mostrando uma entrada líquida de R$3,8 bilhões.

Com a perspectiva de mais quedas nos juros nos Estados Unidos, ele também mencionou como catalisadores para o Ibovespa o corte da Selic se concretizando e alguma visibilidade sobre o cenário político no país, especialmente as eleições de 2026.

Um alívio na tensão com os EUA, acrescentou o gestor, também tende a repercutir positivamente, uma vez que vinha sendo vista como um “risco caudal” negativo.

Na agenda do dia, Rahal, da Levante, destacou o IPCA-15 de setembro, com alta de 0,48%, ante previsão de aumento de 0,51%, levando a taxa em 12 meses a 5,32%, contra expectativa de 5,36%, com a principal pressão vindo da energia elétrica.

“O dado reforça a leitura de desaceleração gradual da inflação, em linha com atividade mais moderada e câmbio menos volátil”, observou.

Nesta quinta-feira, Wall Street corroborou o ajuste negativo na bolsa paulista, com o S&P 500 fechando em queda de 0,5%, no terceiro pregão de baixa, após renovar máximas históricas recentemente.

Destaques do Mercado

  • Ambipar ON, que não faz parte do Ibovespa, despencou 24,24%, após solicitar e obter da Justiça do Rio de Janeiro proteção contra credores, citando que o Deutsche Bank estaria exigindo o aporte de garantias adicionais envolvendo empréstimo contratado pela companhia com o banco. No pior momento, os papéis caíram 60,5%.
  • Assaí ON recuou 5,37%, após anunciar que entrou com uma medida cautelar para bloquear as ações do GPA detidas pelo Casino ou, no caso de alienação, que os recursos sejam depositados em juízo, bem como obrigar o GPA a apresentar garantias que isentem o Assaí de eventuais contingências tributárias anteriores à cisão. GPA ON cedeu 2,3%.
  • Cosan PN perdeu 7,01%, após dois pregões de alívio que vieram depois de um tombo de 18% na segunda-feira, quando reagiu a anúncio de capitalização bilionária, mas com forte diluição da base acionária. Raízen PN, joint venture da Cosan com a Shell, recuou 7,27%, uma vez que permanece sem novidades sobre movimentos visando a redução do seu endividamento.
  • Minerva ON caiu 1,84%, tendo no radar decisão da autoridade de defesa da concorrência do Uruguai, que mais uma vez negou a continuidade da venda de três fábricas da agora MBRF para a companhia. As instalações estão localizadas em San José, Salto e Colonia. MBRF ON fechou transacionada com declínio de 0,25%.
  • Natura ON avançou 2,34%, refletindo ajustes após quatro quedas seguidas, período em que acumulou declínio de mais de 13%. Na contramão, o índice de consumo da B3 caiu 1,32%.
  • Vale ON mostrou acréscimo de 0,55%, endossada pela alta dos preços do minério de ferro na China, apoiada pela atividade de reabastecimento do insumo antes de um feriado na China. O contrato futuro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian avançou 0,25%.
  • Petrobras PN cedeu 0,8%, em sessão de ajustes, após três altas seguidas, período em que acumulou valorização de 5%. No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent subiu 0,16%. Petrobras ON encerrou transacionada em baixa de 1,76%.
  • Bradesco PN caiu 0,79%, sucumbindo ao viés mais vendedor na bolsa paulista, que dominou o setor. Itaú Unibanco PN perdeu 0,8%, BTG Pactual Unit cedeu 1%, Banco do Brasil ON recuou 1,45% e Santander Brasil Unit fechou em baixa de 1,07%.

Cotações do Mercado

Dólar e Ibovespa

  • Ibovespa: Abertura: 146.491,92 pontos, Fechamento: 145.306,23 pontos, Variação: -0,81%
  • Dólar: Abertura: R$5,32, Fechamento: R$5,34, Variação: 0,32%

Maiores Altas

  • Natura (NATU3): Abertura: R$9,04, Fechamento: R$9,16, Variação: 1,33%
  • Magazine Luiza (MGLU3): Abertura: R$10,88, Fechamento: R$11,00, Variação: 1,10%
  • Ambev (ABEV3): Abertura: R$12,39, Fechamento: R$12,49, Variação: 0,81%
  • Petrorio (PRIO3): Abertura: R$38,75, Fechamento: R$39,05, Variação: 0,77%
  • Ultrapar (UGPA3): Abertura: R$21,26, Fechamento: R$21,40, Variação: 0,66%

Maiores Baixas

  • Cosan (CSAN3): Abertura: R$6,70, Fechamento: R$6,23, Variação: -7,01%
  • Yduqs (YDUQ3): Abertura: R$13,49, Fechamento: R$12,60, Variação: -6,60%
  • Raízen (RAIZ4): Abertura: R$1,11, Fechamento: R$1,04, Variação: -6,31%
  • MRV (MRVE3): Abertura: R$7,87, Fechamento: R$7,44, Variação: -5,46%
  • Marcopolo (POMO4): Abertura: R$9,52, Fechamento: R$9,09, Variação: -4,52%

(Com Reuters)

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