O Ibovespa alcançou um novo recorde intradiário no último pregão de setembro, mas encerrou a terça-feira praticamente estável, influenciado pela realização de lucros e pela pressão das ações da Petrobras, em meio à queda do petróleo no mercado internacional.
O principal índice do mercado acionário brasileiro recuou 0,07%, fechando em 146.237,02 pontos, após atingir 147.578,39 pontos no melhor momento do dia e 145.774,24 pontos na mínima. O volume financeiro totalizou R$23,02 bilhões.
Em setembro, o Ibovespa acumulou alta de 3,4%, impulsionado pelo fluxo de capital externo, com uma entrada líquida de R$4,79 bilhões até o dia 26. Esse movimento foi favorecido pela expectativa de novos cortes de juros nos Estados Unidos ainda este ano, além de previsões de que o Banco Central do Brasil também iniciará um afrouxamento monetário no início de 2026.
De acordo com Leonardo Santana, especialista em investimentos, o cenário global de otimismo foi impulsionado pela expectativa de cortes de juros nos EUA. Ele destacou que o mercado já prevê mais dois cortes pelo Federal Reserve, o que pode alterar o fluxo internacional de capitais, com parte desse dinheiro migrando em busca de retornos maiores em mercados emergentes. Nesse contexto, o Brasil se torna atraente devido às suas elevadas taxas de juros reais e ao potencial de valorização da bolsa.
Destaques do Pregão
- As ações preferenciais da Petrobras caíram 1,1%, pressionadas pela queda de 1,4% nos preços do petróleo Brent no exterior. No mês, as ações preferenciais da Petrobras acumularam alta de 1,16%.
- Itaú Unibanco teve alta de 0,56%, com o setor bancário apresentando desempenho positivo. Bradesco subiu 0,58% e Santander Brasil valorizou-se 0,17%, enquanto Banco do Brasil caiu 0,14%.
- Vale avançou 0,52%, apesar da queda nos preços futuros do minério de ferro na China. No setor, CSN Mineração teve acréscimo de 0,18%.
- GPA caiu 9,72% após o Citi rebaixar a recomendação das ações para venda, abrindo espaço para realização de lucros. Até a véspera, a ação subia 21,45% em setembro.
- MRV&CO subiu 3,19% após anunciar a venda de quatro terrenos nos EUA, arrecadando US$32 milhões, US$2 milhões acima do esperado.
- Magazine Luiza caiu 9,6% em mais um dia de correção, após forte valorização em setembro, que até a última sexta-feira somava 36,6%. Na véspera, as ações fecharam com queda de 5,09%.
(Com Reuters)
Cotações do Último Pregão
Dólar e Ibovespa
- Ibovespa: Abertura: 146.337,37 pontos, Fechamento: 146.237,02 pontos, Variação: -0,07%
- Dólar: Abertura: R$5,3108, Fechamento: R$5,3186, Variação: 0,15%
Maiores Altas
- IRBR3: Abertura: R$47,73, Fechamento: R$49,00, Variação: 2,66%
- BEEF3: Abertura: R$6,60, Fechamento: R$6,75, Variação: 2,27%
- CURY3: Abertura: R$33,99, Fechamento: R$34,59, Variação: 1,77%
- CXSE3: Abertura: R$14,87, Fechamento: R$15,10, Variação: 1,55%
- MRVE3: Abertura: R$7,36, Fechamento: R$7,47, Variação: 1,49%
Maiores Baixas
- MGLU3: Abertura: R$10,87, Fechamento: R$9,62, Variação: -11,50%
- PCAR3: Abertura: R$4,32, Fechamento: R$3,98, Variação: -7,87%
- LREN3: Abertura: R$15,86, Fechamento: R$15,00, Variação: -5,42%
- VAMO3: Abertura: R$3,61, Fechamento: R$3,45, Variação: -4,43%
- USIM5: Abertura: R$4,43, Fechamento: R$4,24, Variação: -4,29%