O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta, atingindo um novo recorde intradia no melhor momento do pregão. No entanto, o avanço perdeu força devido à realização de lucros e à queda significativa das ações da Petrobras, influenciada pela forte baixa nos preços do petróleo no mercado internacional.
O principal índice da bolsa brasileira subiu 0,61%, fechando em 146.336,8 pontos. Durante o dia, alcançou a máxima de 147.558,22 pontos, estabelecendo um novo recorde intradia, enquanto a mínima foi de 145.446,71 pontos.
O volume financeiro totalizou R$18,07 bilhões, abaixo da média diária de R$22,3 bilhões em setembro e de R$23,8 bilhões em 2025.
Estrategistas do Santander apontam que o cenário global continua favorável para mercados emergentes, especialmente para o Brasil. Eles destacam que o fluxo de capital externo permanece positivo, embora investidores locais estejam reduzindo taticamente a exposição em ações ou migrando para setores mais defensivos.
Aline Cardoso e Guilherme Motta acreditam que o Ibovespa pode passar por uma “pausa” em outubro antes de retomar sua trajetória de alta. Em setembro, o índice acumulou um ganho de 3,48% e, no ano, uma valorização de 21,66%.
Com isso em mente, o portfólio recomendado para outubro adota uma postura mais cautelosa, reduzindo o beta e diminuindo a exposição a ações que tiveram ganhos expressivos recentemente.
Dados da B3 mostram que o saldo de capital externo na bolsa paulista em setembro está positivo em R$4,78 bilhões até o dia 25, com a entrada líquida no ano alcançando R$26 bilhões.
Felipe Paletta, da EQI Research, destacou o baixo volume do pregão, mencionando uma sessão sem muitos gatilhos, enquanto o mercado aguarda dados do mercado de trabalho dos EUA, que podem influenciar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve.
Ele ressaltou, no entanto, a revisão para baixo nas projeções de inflação da pesquisa Focus como um fator positivo para a bolsa, aumentando a expectativa de um possível corte na taxa Selic no início de 2026.
Destaques do Pregão
- ELETROBRAS PNB subiu 4,3% e ELETROBRAS ON avançou 3,93%, renovando máximas históricas. Analistas do Bradesco BBI mantêm Eletrobras como uma das principais recomendações no setor de utilidade pública, ao lado de Sabesp, com novos preços-alvo para o final de 2026 de R$83 para as ações PNB e de R$75 para os papéis ON.
- ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 0,57%, após atingir R$39,36 no melhor momento (+1,78%), novo topo intradia. Analistas da XP Investimento reiteraram recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$45.
- PETROBRAS PN recuou 1,36% e PETROBRAS ON perdeu 1,89%, pressionadas pelo declínio dos preços do petróleo no exterior.
- BRASKEM PNA caiu 5,13%, refletindo preocupações no mercado após anúncio de que contratou assessores para avaliar opções para sua estrutura de capital.
- VALE ON avançou 0,33%, mesmo com a queda dos futuros do minério de ferro na China.
- MAGAZINE LUIZA ON recuou 5,09%, revertendo ganhos de parte da sessão.
- AMBIPAR ON, fora do Ibovespa, saltou 21,47%, em recuperação após perdas na semana passada.
(Com Reuters)
Cotações do Mercado
Dólar e Ibovespa
- Ibovespa: Abertura 145.446,71 pontos, Fechamento 146.336,80 pontos, Variação 0,61%
- Dólar: Abertura R$5,32, Fechamento R$5,32, Variação -0,03%
Maiores Altas
- ELET6: Abertura R$53,60, Fechamento R$55,57, Variação 3,68%
- CMIN3: Abertura R$5,34, Fechamento R$5,52, Variação 3,37%
- ELET3: Abertura R$51,24, Fechamento R$52,80, Variação 3,04%
- SBSP3: Abertura R$127,73, Fechamento R$130,48, Variação 2,15%
- ISAE4: Abertura R$24,44, Fechamento R$24,90, Variação 1,88%
Maiores Baixas
- MGLU3: Abertura R$11,58, Fechamento R$10,61, Variação -8,38%
- BRKM5: Abertura R$7,11, Fechamento R$6,67, Variação -6,19%
- VAMO3: Abertura R$3,70, Fechamento R$3,57, Variação -3,51%
- CEAB3: Abertura R$17,40, Fechamento R$16,80, Variação -3,45%
- EMBR3: Abertura R$81,55, Fechamento R$79,05, Variação -3,07%