Alívio do distanciamento social ajuda na recuperação do varejo, aponta MUFG

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Alívio do distanciamento social ajuda na recuperação do varejo, aponta MUFG Foto: Divulgação

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira, 8, em maio de 2020, o comércio varejista nacional cresceu 13,9% frente a abril, na série com ajuste sazonal, após recuo recorde de 16,3% em abril. Segundo o IBGE, essa é a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2000.

A média móvel trimestral foi de -2,6%. Na série sem ajuste sazonal, em relação a maio de 2019, o comércio varejista caiu 7,2%. Já no acumulado do ano, o varejo recuou 3,9%, enquanto que nos últimos 12 meses manteve-se estável em 0,0%.

A pesquisa apontou também que no comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e Material de construção, o volume de vendas cresceu 19,6% em relação a abril. A média móvel foi -5,9%.

Para o MUFG (Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc), holding do Banco MUFG Brasil, o pano de fundo dessa recuperação acentuada em maio se baseou no alívio gradual das medidas de distanciamento social em alguns lugares, e no aumento do comércio eletrônico que mitigou um pouco o impacto negativo do fechamento das lojas.

Considerando que as duas principais cidades (São Paulo e Rio de Janeiro) e outras cidades autorizaram uma reabertura gradual do comércio a partir de junho, veremos uma recuperação adicional das vendas no varejo em junho, afirma a instituição.

O aumento da confiança do consumidor e do comércio em junho, continuando assim a recuperação parcial iniciada em maio, é outro bom indicador antecedente que aponta para essa recuperação das vendas no varejo.

Ainda segundo o MUFG, ao assumir um controle gradual da pandemia, há espaço para maior recuperação durante o segundo semestre desse ano. No entanto, o ritmo de recuperação tende a ser lento em meio às fracas condições do mercado de trabalho (alto número de pessoas desempregadas e trabalhadores desalentados) e às incertezas sobre as perspectivas econômicas.

(Redação - Investimentos e Notícias)