Balança comercial fecha março com superávit de US$ 1,482 bilhões

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Balança comercial fecha março com superávit de US$ 1,482 bilhões Foto: Divulgação.

A balança comercial brasileira teve um saldo positivo de US$ 1,482 bilhão em março. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, apesar do superávit, o desempenho é o pior para o mês desde 2015, quando o saldo foi de US$ 455,5 milhões.

O motivo da piora nos resultados em relação ao ano passado é o crescimento mais acelerado da média diária das importações do que das exportações. Isso porque, as aquisições vindas do exterior somaram US$ 23,023 no período, graças às plataformas de petróleo.

As exportações totalizaram US$ 24,505 bilhões, com alta de 27,8% na média diária na mesma base de comparação.

Já no primeiro trimestre do ano, a balança comercial acumulou um superávit de US$ 1,648 bilhão. A marca também é a pior para o período desde 2015, quando houve um déficit de US$ 5,577 bilhões.

No acumulo semanal, o governo informou que o saldo comercial das últimas semanas de março fechou com déficit de US$ 782 milhões entre os dias 22 e 28, enquanto houve recuperação entre os dias 29 e 31, com superávit de US$ 1,123 bilhão.

No mês passado, as exportações da agropecuária cresceram 34,5% na comparação com março de 2020, puxada pelo início da safra de alguns produtos, como milho e café, e pela alta de 11,5% do preço internacional das commodities (bens primários com cotação internacional). As maiores altas foram observadas nas vendas de algodão bruto (+59,5%), soja (+36,9%) e café não torrado (+24,9%).

Embaladas pela alta de 58,4% na cotação de vários minérios, as vendas da indústria extrativa aumentaram 72,6% em relação a março do ano passado. Os destaques foram o minério de cobre (+267,7%) e de ferro (+152,7%). As exportações da indústria de transformação cresceram 8,3% na mesma comparação, puxadas por açúcares e melaços (+45,3%), ligas de ferro e de aço semiacabadas (+48,2%) e obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns (+158,5%).

Em relação às importações, a entrada no país da plataforma de petróleo engordou as compras externas. Sem as operações, a balança comercial teria registrado superávit de US$ 6,988 bilhões em março e teria alta em relação ao resultado de março de 2017, quando o superávit somou US$ 7,136 bilhões.

Até meados da década passada, o Brasil registrava em subsidiárias da Petrobras no exterior plataformas de petróleo que na prática jamais saíam do país. Essas operações eram registradas como exportações. Com o Repetro, novo regime tributário para o setor, várias plataformas estão sendo registradas no Brasil, com o procedimento sendo contabilizado como importação.

Outros destaques nas importações foram o aumento nas compras de gás natural (+229,8%), de medicamentos e produtos farmacêuticos (+52,9%) e soja (+215%). A desvalorização do real, que aumenta o preço das mercadorias de outros países, contribuiu para o aumento do valor importado desses produtos.

(Redação - Investimentos e Notícias)